Era um prazer de fim de noite para muitas pessoas falar sobre os dois gigantes em constante briga. Quem era melhor? Porque o Mac sempre era mais caro? As perguntas iam desfiando e não importa quantas pessoas estavam presentes, as discussões sempre eram acaloradas.

As diferenças entre Windows e o Mac sempre causaram este tipo de animosidade cujas características dependiam do ambiente onde elas estavam. PCs são melhores para tarefas de escritório, o Mac é para aqueles projetistas meio malucos que vivem desenhando o dia inteiro. Esta não era a única diferença, mas invariavelmente citada.

O mundo mudou, a tecnologia evoluiu, cabelos de alguns analistas caíram, de outros embranqueceram e hoje quando as reuniões acontecem, o assunto tratado não gira mais em torno das duas gigantes, há muitas tecnologias novas.

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As pequenas empresas startups surpreendem com algumas inovações que eram matéria de ficção científica.

As grandes, também envelhecidas continuam no mercado. Ali e aqui elas se unem, lá e acolá elas discordam - a comparação com dois velhos rabugentos não é fora de propósito.

No último encontro em Redmond, reduto da Microsoft, conduzidas por Nadella,as discussões giravam em torno do novo Microsoft Office e o seu foco colocado na produtividade. Perguntado sobre o Mac e a Apple, ela a define como uma empresa de hardware, evitando qualquer comparação presente. Elogios a Tim Cook e a conclusão que a Apple vende dispositivos (óculos, carros não tripulados, drones avançados, etc.).

A discussão que ainda permanece é porque o Mac custa tão caro e a Microsoft dá tantos problemas com invasões de vírus e não gosta das versões ímpares de seus sistemas operacionais.

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Os adversários consideram que quem compra um Mac, automaticamente casa com sua vendedora. Manutenções em um Mac são um sacrifício, seus proprietários que o digam. Já o Windows nas frankenmachines (as áfranksteins) permite alterar praticamente qualquer coisa. Considera-se uma briga melhor do que chamar os Macs de Hackintoshes, como o fazem os adversários.

As discussões, pelo menos as mais animadas, se restringem a esta troca de farpas. Cada uma quer consolidar seu caminho e impedir uma terceira alternativa na jogada. Discussões menores oscilam entre quem tem mais aplicativos, quem é melhor na área musical. Ainda que existam estas discussões, perderam o fogo inicial. Onde o Mac parece ainda bater feio no adversário é nas questões de vírus, o Windows é mais frágil.

Quem é o melhor? Não mais interessa. O melhor é aquele que decidimos, sabe-se lá se com ou sem razão, levar para casa. O melhor computador do mundo e o melhor sistema operacional do mundo, são aqueles que estão em cima da mesa, em lugar de destaque. A discussão perdeu muito de seu brilho e significado. Mas as duas senhoras, próximas de comprar suas bengalas, parecem andar de mãos dadas nas alamedas permeadas de smartphones e outras tecnologias. Para qualquer problema há sempre algum aplicativo para resolver.