Não foram poucos os rumores do retorno da Nokia, fabricante de telefones celulares, que deixaram alguns admiradores ansiosos para que as notícias fossem confirmadas. Muitas vezes a ansiedade por novas notícias, que são o que realmente move um site de notícias, podem levar à publicação de novidades que são desmentidas na sequência do tempo.

As declarações feitas neste domingo revelam que a Nokia não tem nenhum plano previsto ou em andamento de retorno à fabricação de telefones celulares para instalações de fabricação asiáticas (leia-se Foxconn de Taiwan). O porta-voz da companhia repetiu em alto e bom tom: "atualmente a Nokia não tem planos para fabricar ou vender aparelhos de consumo".

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Quem já estava pensando em trocar seu aparelho e já guardava as moedas que fugiram de circulação em seus cofrinhos, pode liberar o futuro investimento. As afirmativas atribuídas a um executivo da Nokia Networks foram totalmente desmentidas.

Apesar disso o mercado e os caçadores de notícia não ficaram totalmente convencidos com relação ao comunicado deste domingo e consideram que ele soa discordante com a audácia que a empresa sempre teve para lançamento de novidades.

Alguns destes repórteres consideram que este desmentido pode ser o resultado de alguma manobra legal necessária, para certificar-se que litígios possam vir a incomodar a fabricante. Após vender suas instalações para a Microsoft, ficou acordado que a empresa finlandesa não entraria no negócio de fabricação de telefones celulares, antes do final do ano de 2016.

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Esta cláusula pode ter movimentado seus advogados para a colocação do desmentido, para evitar que não fique claramente definido o respeito ao acordo mantido com a microsoft, o que pode trazer ações de rompimento de contrato, com elevadas multas.

Quem sabe a compra da rede Alcatel-Lucent pela Nokia possa ser responsabilizada por estes rumores. Outras negociações envolvendo a Nokia com gigantes da internet (Alibaba, Baidu, Facebook, Amazon, Apple e Uber) são citados como possíveis originadores dos rumores que surgiram na rede.

Para os admiradores do pequeno e que foram contra a sua venda para a microsoft para que a gigante de Redmond pudesse ter alguma esperança de concorrer com o robô da Google, algo que ainda parece distante, resta esperar o final do ano de 2016 e acompanhar a evolução do mercado para saber o que realmente a Nokia pretende no mercado dos celulares. #Negócios