Quando a Lei Federal nº 11.705, de 19 de junho de 2008, entrou em vigor para impor medidas mais severas a motoristas que fossem pegos a dirigir sob os efeitos do álcool, a empresa brasileira ELEC Indústria e Comércio de Equipamentos de Medição já dispunha de larga experiência na fabricação de etilômetros. Os popularizados "bafômetros" rapidamente se transformaram no principal meio de fiscalização do trânsito pelos agentes rodoviários. A chamada "Lei Seca" tinha encontrado o parceiro ideal.

São várias as marcas de bafômetros encontradas no mercado nacional, como por exemplo, a alemã "Dräger" e a norte-americana "Intoximeters".

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Mas a ELEC se mantém até hoje como a única empresa brasileira cujo equipamento é certificado pelo INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) e homologado pelo DENATRAN (Departamento Nacional de Trânsito). Operando na pequena cidade de Tremembé, em São Paulo, ela produz uma média de 500 etilômetros por ano e utiliza tecnologia própria.

Esse equipamento utilizado para medição da alcoolemia dispõe de sensores do tipo célula de combustível eletroquímica, permitindo assim detectar o teor exato de álcool, mesmo que a baforada exalada pelo suspeito tenha a influência de outras substâncias, como fumaça, café, etc. Existem também os chamados etilotestes, mas o seu uso é indicado apenas para casos de simples evidência da ingestão do álcool pela pessoa, não constituindo prova legal.

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A questão da utilização do bafômetro como prova legal contra o possível infrator do trânsito é ainda motivo de polêmica. Mas embora o motorista possa invocar o direito constitucional de não ser obrigado a produzir provas contra si mesmo, a recusa em assoprar o aparelho não significa que esteja livre de outros testes. A nova Lei Seca (Lei nº 12.760/2012) estabelece várias formas de prova que permitam demonstrar uma possível embriaguez. E nesse aspecto, a polícia tem papel relevante como testemunha num processo criminal, cabendo ao tribunal a decisão final. A pessoa que se sinta injustiçada pode também solicitar o teste do bafômetro como contraprova.

O certo é que a utilização dos bafômetros aumentou muito em todo o país e serve, cada vez mais, como ferramenta de apoio na fiscalização do trânsito. O interesse pelos equipamentos chegou não apenas aos serviços rodoviários, mas também ferroviários, marítimos e fluviais. O seu uso é cada vez mais requisitado pelas prefeituras de norte a sul do país, pelos Departamentos Estaduais de Trânsito (DETRANs), Marinha do Brasil e também empresas privadas.