Um recente estudo desenvolvido pelo IDC Health Insights analisou a segurança de dispositivos médicos instalados em rede. O resultado foi publicado ontem (3), em diversos jornais médicos como forma de alerta. O objetivo do estudo foi estudar novas formas de segurança para dispositivos médicos e assim evitar a invasão dos biohackers, uma classe de pessoas voltadas para prejudicar iniciativas na área da saúde.

O relatório do IDC examinou dispositivos instalados em rede e como os seus provedores enfrentavam as tentativas de invasões. Tanto as bloqueadas quando as que tiveram sucesso, foram minuciosamente estudadas por hackers do mesmo calibre intelectual, porém com a intenção de proteção destes sistemas.

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Ao final dos trabalhos espera-se que sejam incentivados o desenvolvimento de novos programas e sistemas de proteção a estes servidores. É uma proteção necessária para que os negócios envolvendo saúde e tecnologia possam ter continuidade com benefício para muitos pacientes espalhados pelo mundo e que dependem da funcionalidade destes aparelhos, para manutenção de sua saúde e garantir sua sobrevivência.

A ausência de proteção pode afetar dispositivos medidos, telemetria de cabeceira e dispositivos implantáveis no corpo humano, tais como marca-passos, bombas de insulina e outros. Algum malware (software mal intencionado) pode ser inserido na rede e prejudicar o sistema, o provedor ou os aparelhos instalados em pacientes.

Lynne A. Dunbrack, vice-presidente da IDC, tais violações foram confirmadas e alerta para que novos caminhos para proteção sejam desenvolvidos.

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Segundo suas palavras "até o momento, ataques direcionados a dispositivos médicos de danos corporais são apenas teóricos, mas a possibilidade de tal violação, explorando dispositivos médicos vulneráveis ​​tem sido demonstrada em pesquisa de segurança".

Além de relatar o estabelecimento em localidades ameaçadas de equipes de estudo e desenvolvimento de rotinas de segurança, a vice-presidente recomenda que outras pessoas interessadas utilizem o seu conhecimento para auxiliar esta contraofensiva contra os biohackers que podem causar enorme prejuízo a pacientes, inclusive provocando mortes que são caracterizadas como assassinatos, com diversas agravantes, aspecto que parece estar sendo ignorado por estes verdadeiros meliantes que conhecem a fundo os caminhos da informática e os utilizam em detrimento do bem-estar de outras pessoas. Como em nosso país a área é praticamente inoperante, fica a sugestão para que novos estudos sejam trazidos para as universidades brasileiras.