Pesquisadores da Universidade Purdue concluem estudo sobre a produção de circuitos feitos com ligas líquidas. O resultado foi publicado nesta terça-feira, 7. Os cientistas responsáveis esperam que ele ajude a desenvolver novas técnicas de fabricação, principalmente, com relação às tecnologias vestíveis, que podem trazer grande benefício, devido ao fato que um grande número de aplicações com elas estão voltadas para cuidados com a saúde.

Apesar da complexidade do processo, saber dos resultados é de utilidade importante. O produto resultante é um tipo de tinta que pode trabalhar em impressoras estilo injeção, que permite a impressão de dispositivos feitos de ligas metálicas líquidas, do mesmo modo que permite manufaturar objetos plásticos exclusivos com utilização de impressoras 3D.

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Os criadores desta tecnologia a classificam como eletrônica elástica, de forma a criar robôs que poderiam penetrar em pequenos espaços. A pesquisadora resume com suas próprias palavras a nova tecnologia: "os condutores fizeram do metal líquido material que pode esticar e ser deformado sem quebrar e criaram um processo que permite a impressão de condutores flexíveis e elásticos, que apresentam diversas aplicações, entre as quais são importantes citar, materiais elásticos e tecidos (vestíveis)".

É um processo que utiliza a nanotecnologia para criação de partículas pequenas, de forma que podem passar pelos bocais de injeção das impressoras. Com o filme de tinta criado, é possível imaginar um sem número de aplicações em linhas de produção e tornar possível a criação de um novo ramo, conhecido como "robótica suave".

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Medicamentos e novas espécies de procedimentos cirúrgicos complexos podem ser atendidos com a sua utilização. Resultados mais positivos e detalhados serão publicados no dia 18 de Abril, no jornal "Advanced Materials". A esperança é que a tecnologia colabore diretamente com a evolução da robótica e de elementos vestíveis, e que está possa ser apropriada mais facilmente pelo mercado consumidor. #Curiosidades