Quando a neutralidade da tecnologia é questionada, se coloca que é a forma de utilização quem determina seu efeito positivo ou negativo, não sendo ela por si só um elemento ideológico voltado para o bem ou para o mal.

Pesquisadores da 'TechBridgeWorld' da Carnegie Mellon University (CMU) irão para Cambridge para receber no dia 02 de abril de 2015 o prêmio de inovação tecnológica do ano de 2014 (Louis Braille Touch of Genius prize for innovation) pelo desenvolvimento do projeto de escrita Braille tutor.

Logo em seguida, uma equipe será enviada para Mathru Educational Trust for the Blind, na índia, em Bangalore, que é uma escola para educação de cegos que presta relevantes serviços à comunidade, e também local onde o equipamento do projeto será extensivamente testado.

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O pequeno aparelho representa, segundo um dos envolvidos, Dr. M. Bernardo Dias, um salto significativo que supera a escrita com lousa e caneta.

O equipamento é um tutor automatizado com retorno de áudio que se conecta a um computador para fornecer prática orientada para iniciantes que querem aprender e escrever braille. Em sua versão atual, visando atingir países onde existem problemas com fornecimento de energia, ele tem quatro pilhas AA recarregáveis. O dispositivo não precisa ser conectado a nenhum computador, ele apenas se conecta a alto-falantes externos ou fones de ouvido para áudio. O uso de cartões SD permite armazenar áudio e configurações adaptada ao nível de habilidade do aluno, escolhida por seus professores.

A viagem para Bangalore é financiada pelo Instituto Fetzer, como parte de sua investigação em engenharia desenvolvida por Arminho Teves, gerente de projetos da TechBridgeWorld.

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Este participante do projeto considera que é importante inspirar colegas engenheiros a serem motivados por causas sociais e contribuir para resolver problemas com o uso da tecnologia.

O objetivo da viagem é compartilhar criativamente resultados e experiências a partir deste estudo com diversos públicos para desafiar estereótipos e promover a sensibilização de crianças cegas no mundo em desenvolvimento. Um dos lemas do projeto considera que é preciso ajudar crianças com deficiência visual a não se tornarem analfabetas.

A extensão do projeto à escola de cegos Mathru é proporcionar uma oportunidade diferenciada para a comunidade e permitir que objetivos de inclusão social atinjam de forma mais fácil crianças indianas e que o projeto seja divulgado para todo o mundo.