Na medida em que as novas gerações chegam ao mercado corporativo, novos ares parecem revigorar algumas empresas que estavam sufocando com o ar viciado que corria por seus corredores. Tudo começou com algumas chefias um pouco mais esclarecidas, que resolveram criar as conhecidas "salas de descompressão" - ambientes dentro das empresas dedicados ao lazer, onde uma conversa podia ser jogada fora, sem que ninguém olhasse com cara feia. De sala de cafezinho comunitária para sala de leitura e jogos foi um pulo pequeno.

Para surpresa daqueles que apresentaram elevada resistência à ideia, parece que a tentativa de criar um "clima organizacional" diferenciado funcionou.

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As pessoas começaram a se cumprimentar quando cruzavam os corredores. Algumas chefias, antes carrancudas, mostravam um sorriso, forçado em alguns, mas sincero e interessado em outros.

Alguém teve uma brilhante ideia. Ao invés de ficar analisando os chatos currículos, ou tentando surpreender os candidatos com pegadinhas em entrevistas ou os fazendo sofrer nas dinâmicas de grupo, algumas empresas decidiram fazer os candidatos jogarem um jogo de estratégia. Da observação do que eles faziam, competências e habilidades eram observadas.

Da mesma forma aplicativos de gamificação, um pouco mais adiantados mas ainda não totalmente funcionais, aliados aos pequenos jogos permitem que competências e habilidades sejam observadas nos colaboradores internos. Outra área diz respeito ao desenvolvimento de novas competências e habilidades.

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O comportamento dos candidatos a uma vaga ou a uma melhoria funcional ou uma boa avaliação de final de ano fica exposto e um bom observador com conhecimento da psicologia e natureza humana pode chegar a boas conclusões.

Mas a melhor notícia parece ser a integração dos jogos com os departamentos de marketing. Nestes locais, pessoas extremamente criativas, aproveitam o envolvimento com os jogos para explorar novas formas de atingir, principalmente o público mais jovem. Um psicólogo que desenvolve trabalhos na área, Fernando Seacero, defende que com a utilização de jogos, manter a motivação das equipes fica mais facilitado e de equipes de venda motivadas, bons resultados podem ser esperados. Segundo suas palavras: "os jogos têm muito a ensinar aos teóricos de liderança".

O relacionamento com o cliente é um dos próximos alvos a serem atingidos e algumas ideias assustam pelo teor criativo e #Inovação possíveis. Seacero considera que basta perguntar aos candidatos o que eles preferem, se fazer uma prova ou participar de um game e, antecipadamente, ele garante que a resposta nem precisa ser dada. Os candidatos irão preferir os jogos. Para encerrar o psicólogo sem pensar muito tempo diz a todos: bom jogo. Colocação que reverberamos neste momento. #Trabalho #Curiosidades