A NET demitiu o atendente que usou dados cadastrais de uma cliente para assediá-la pelo #WhatsApp, aplicativo para troca de mensagens no celular e computador. A empresa de comunicações informou em nota enviada à imprensa que além da demissão, um boletim de ocorrência foi feito para que "o fato seja apurado na esfera criminal".

Tudo aconteceu quando a jornalista Ana Prado recebeu mensagens  de um funcionário da empresa pelo WhatsApp. Ele disse que tinha acesso à informações dos clientes e se negou a apagar o número do celular da moça do seu telefone.

A atitude do rapaz levou Ana a comunicar o assédio pelo Facebook.e por causa do relato compartilhado na rede social, outros semelhantes começaram a surgir.

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A jornalista contou  que recebeu uma ligação do atendente para ouvir sobre um pacote promocional da NET. Ela recusou a oferta, mas mesmo assim o funcionário da empresa voltou a entrar em contato com ela, desde vez por mensagem: "Oi! Falei com você hoje. Desculpa, mas fiquei curioso por conta da sua voz". Ana conseguiu fazer a identificação do funcionário e ameaçou processá-lo por assédio.

"Você é o cara da Net? Isso é invasivo. Inclusive pode render processo pra você e pra empresa onde você trabalha", respondeu Ana. O funcionário não se intimidou com a ameaça. "Relaxa. Eu tenho apenas o seu telefone. Nós temos acesso a todos os dados dos clientes. Mas fique tranquila. Só gravei o número do seu celular no meu". Ana ainda pediu: "Então, delete, por favor". O funcionário terminou o bate-papo com a seguinte mensagem: "Hahahaha.

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Nossa! Seu número ficará aqui. Apenas não mandarei nenhuma mensagem, pode ser? Desculpe por ter lhe dirigido a palavra e ter visto sua foto".

Em nota, a empresa afirmou que "tomará todas as medidas cabíveis para apurar, identificar e afastar sumariamente qualquer colaborador ou prestador de serviço que faça uso indevido de informações pessoais, confidenciais e sigilosas dos clientes". Sobre o acesso de funcionários a dados de clientes, a NET explicou que as informações são usadas "estritamente para executar suas funções, sempre de forma individualizada e rastreável".

Jornalista do SBT também reclama de assédio em emissora

Recentemente, Rachel Sheherazade, âncora do "Jornal do SBT", acusou o diretor de jornalismo Marcelo Parada de assediá-la moralmente. A apresentadora suspirou ao terminar de dar uma notícia e ouviu uma bronca do diretor, pedindo que ela não repetisse a atitude na frente das câmeras. Rachel encarou como assédio moral, mas o SBT negou, explicando que o diretor apenas a orientou a não se exceder com expressões faciais durante o telejornal. #Desemprego #Justiça