A notícia foi dada na última segunda-feira (11) pela Microsoft. Seu porta-voz foi o executivo Jerry Nixon, que poderá vir a ser lembrado como aquele que encerrou uma era, ou iniciou uma nova no relacionamento da gigante de Redmond com o mercado. Observe que a notícia é clara. Ninguém disse que o Windows iria acabar. Mas apenas acena com novas formas de comunicação com a vasta plataforma de clientes espalhados por todo mundo.

Uma plataforma mais dinâmica? Qual seria a mudança? A cada novo release, poderia se incrementar a versão do sistema operacional. Será que alguma pitonisa assoprou no ouvido de Gates que ele não deveria utilizar mais nenhum número, para identificar seus sistemas operacionais? A gigante já demonstrou que é supersticiosa e isto pode ser verdade.

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Isto pode decorrer da demora que clientes apresentam para troca de versões. Estamos chegando no Windows 10 e ainda existem equipamentos rodando alegres e faceiros uma antiga versão do Windows XP. Seria este o motivo para a mudança?

Somente tinham novos sistemas operacionais aqueles que compravam novos computadores. Como não está recebendo nenhum dividendo com o novo sistema, inclusive o doando para alguns piratas de carteirinha, alguma coisa está estranha Além de toda esta bondade, a gigante oferece um ano de atualizações gratuitas. Há situações nas quais o milagre é tão grande que o próprio santo desconfia (ditado caseiro que ajuda a afastar o espanto).

Estaria a gigante copiando o que alguns adversários (de peso) já estão fazendo? O Chrome já utiliza esta técnica que as pessoas podem não conhecer, pois a Google é especialista em esconder o jogo, tanto com relação às novidades e, principalmente, com relação aos softwares que vai retirar de linha.

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Assim, quando alguém lhe perguntar qual o sistema operacional que está utilizando, você pode responder simplesmente: Windows. Se o interlocutor ficar esperando algum complemento, você pode dizer: agora é só Windows, tio Bill não quer surpresas com um número ímpar (o próximo seria o número 11).

Será que antigos rumores que o sistema da gigante seria aberto para a comunidade virá a se tornar uma realidade? Poucos acham isto possível. Mas tem muita gente colocando a barba de molho. A intenção já demonstrada no desenvolvimento de outros softwares de independer de versão, tal como o novo correio (que jogou o Hotmail para as calendas gregas - lugar que não existe, por isto ninguém sabe onde é). Segundo as más línguas, o mesmo irá acontecer com o Office 2016, ele vem independente do sistema operacional.

Os analistas estão divididos. Aqueles que entendem um pouco mais de finanças alertam para o fato que a maior parte da receita da gigante de Redmond vir da venda de computadores com o seu sistema operacional.

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Será que, a exemplo do que acontece na nuvem, poderá haver um WaaS - Windows as a Service? Até que poderia ser. Passado um dia da notícia, tudo ainda está nebuloso e nem todos tiveram tempo de digerir e se lançar a fazer previsões. Aproveite seu ano de atualizações gratuitas e deixe para se preocupar quando maiores esclarecimentos forem dados sobre esta estranha medida. #Inovação