Presentes na maioria da vida das pessoas conectadas à internet, as redes sociais são o ponto de encontro da sociedade. O Facebook é uma das mais usadas pelos brasileiros, gerando diversas plataformas similares. Desta vez, um grupo de evangélicos lançou uma cópia do site de Mark Zuckerberg: o FaceGlória.

Colocado no ar há poucos dias, a nova plataforma de comunicação abriga cerca de 50 mil pessoas, e segundo seus criadores, há margens para mais expansões.

O FaceGlória tem algumas semelhanças com o original, mas nem tudo é cópia. O motivo da criação do site é um exemplo: "O Facebook é muito liberal, tem muita baixaria, promiscuidade. E isso desagrada as famílias", diz Átila Barros, que está à frente da nova rede social.

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Apesar de ser ligada aos evangélicos, o criador do FaceGlória é congregar diversas religiões: "São todos bem-vindos, espíritas, católicos... Todos podem estar lá", afirma.

Se você gostou de alguma postagem na rede social crente, não são usados likes, mas améns. Música dentro do FaceGlória só em ritmos gospel. Mas segundo Átila, podem ser postados fotos de biquíni e até paqueras, desde que tudo seja dentro do campo do respeito, já que o lugar é voltado para famílias. Quem pisar fora destas regras, pode ter o perfil excluído da rede social.

Homossexuais no site 

Fonte de muitas polêmicas nestas últimas semanas, principalmente por um comercial de O Boticário em retratar casais homossexuais em suas campanhas, a comunidade gay pode participar do FaceGlória, mas com uma condição: não "promover" sua ideologia na nova rede social.

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"Respeitamos homossexuais, mas esta rede é para a família, e para nós família é um homem e uma mulher", afirma Átila. Até O Boticário pode anunciar dentro do FaceGlória, mas nada ligado à homossexualidade, segundo o fundador da rede social crente.

O FaceGlória surgiu por iniciativa de 30 pessoas ligadas a diversas igrejas, que doaram R$ 40 mil para fazer a rede social funcionar. Prevendo uma expansão a longo prazo, foi comprado o domínio faceglory.com, para ser usado no exterior, caso o FaceGlória seja um sucesso no Brasil. Para Átila Barros, é só uma questão de tempo: "Já chegamos a 50 mil membros, e nosso objetivo é chegar a 10 milhões em um ano. Em quatro meses não estaremos devendo nada para o Facebook", afirma. #Igreja #Mídia #Comportamento