O Brasil se destaca no cenário internacional em meio a criação de uma nova empresa, uma joint venture, para construção do cabo submarino que ligará o Brasil à #Europa. O acordo de criação foi assinado no dia 30 de junho, em Brasília, e prevê a construção dos cerca de 5,9 mil quilômetros de cabo submarino para transmissão de dados.

O que à primeira vista pode ser algo superficial, ou mesmo desnecessário, apresenta pontos muito positivos, como a questão de segurança, a redução substancial de gastos com transporte de dados, a perspectiva de novos negócios relacionados ao setor, a médio e longo prazo, além da qualidade e velocidade na rede.

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Atualmente, todos os dados do Brasil, assim como os demais países da América Latina, são conectados à Europa e a outras áreas do planeta através de dois cabos que passam pelos Estados Unidos da América, que cobram por este serviço. Uma ligação direta entre a Europa e a América Latina tende a aproximar os continentes e promover futuras relações comerciais. Uma demonstração da importância que o Brasil passa a ter no contexto das comunicações em todo o mundo.

Dados do International Cable Protection Committee afirmam que cabos submarinos carregam 95% das informações de voz e de dados que são transmitidas por todo mundo, enquanto os satélites carregam apenas 5%.

O Ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, afirmou que "o foco é a #Comunicação de dados e ampliar fundamentalmente a segurança das nossas comunicações", conforme publicado no site do Ministério das Comunicações.

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Não obstante a questões de segurança, existe um tráfego de internet, com um contingente de 75% dos conteúdos procurados por utilizadores brasileiros e latino americanos e que são direcionados para a Europa. Um negócio que envolve as operações de telecomunicações que tendem a promover novas oportunidades de negócios em todos os continentes envolvidos, proporcionando um desenvolvimento econômico e social.

Diminuição de custos, melhoria na velocidade e na qualidade que beneficiará inclusive o intercâmbio entre as cerca de 1,4 mil instituições de pesquisa científica e educação existentes na América do Sul, onde mais da metade se encontram no Brasil, com mais de 3 mil instituições congêneres existentes na Europa.

O cabo irá ligar o Brasil a partir da cidade de Fortaleza, seguindo até a capital portuguesa, Lisboa. Poderá ter distribuições na Guiana Francesa, Ilhas Canárias, Ilha da Madeira e Cabo Verde. O projeto tem previsão de investimento de 185 milhões de dólares e deverá levar cerca de 18 meses para ser construído, a expectativa é de que seja inaugurado no início de 2018.

A nova empresa é formada pela espanhola IslaLink Submarine Cables, que detém uma participação de 45%, a Telebrás com 35% e mais 20% de um terceiro acionista nacional, que ainda será definido. #Inovação