Os motoristas mais atentos devem ter reparado que, de uns anos para cá, as vagas dos estacionamentos brasileiros encolheram e, em alguns lugares, para entrar e sair do veículo só mesmo apelando para o contorcionismo. Bom, a sorte é que a tecnologia promete resolver o problema nos lugares onde mal dá para abrir a porta, pelo menos para os mais abonados.

As montadoras BMW e Mercedes-Benz acabam de apresentar sistemas de auxílio que encaixam seus modelos mais sofisticados nas vagas mais apertadas de forma remota. Enquanto o Remote Control Parking (RCP) da marca bávara já figura na lista de opcionais do novo Série 7, a estrela de três pontas deve implementar no Classe S, ainda neste ano, seu Remote Parking Pilot (RPP), uma alternativa semelhante ao RCP da arquirrival que também garante mais conveniência para seus ilustres clientes.

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"Nós, da BMW, acreditamos que podemos prever o futuro de forma eficaz, mas para isso é preciso ajudar a moldá-lo", afirmou o vice-presidente sênior de design do fabricante, Adrian van Hooydonk. "Na nossa visão, temos que ir além das expectativas de nossos consumidores e, hoje, o luxo está enraizado nas mais avançadas tecnologias".

O RPP da marca bávara é o mais autônomo dos novos assistentes de estacionamento. Enquanto o Park Assist atual - disponível no Jeep Renegade nacional, entre outros - é capaz de fazer balizas e parar em vagas perpendiculares automaticamente, bastando que o condutor acelere e freie o veículo nas manobras, os novos sistemas dispensam o motorista, que vê tudo do lado de fora. No Série 7, por exemplo, basta ele usar o Display Key - a revolucionária chave eletrônica do sedã - e ficar olhando: o modelo entra e sai sozinho da garagem, inclusive girando o volante.

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Se seu feliz proprietário estiver chegando em casa ou no trabalho, não precisa nem ter o trabalho de desligar o motor - que também é desativado automaticamente.

No caso da Mercedes-Benz, o Remote Parking Pilot é operado pelo condutor, mas do lado de fora através de um aplicativo para smartphones. Sua atuação é muito parecida com a do RCP da BMW e, ao final da manobra, até mesmo os retrovisores são rebatidos. Pena que, por enquanto, estas sejam tecnologias exclusivas da aristocracia - no Brasil, Série 7 e Classe S partem de mais de R$ 500 mil.

Resta o consolo de que, em seu tempo, elas serão popularizadas. Pelo menos, é o que esperamos. #Automobilismo #Inovação #Curiosidades