O Instituto Gartner revela pesquisa na qual indica que as questões de governança da segurança corporativa devem ser consideradas como um fator de risco, a ser analisado com maior cuidado pelas empresas. O estudo foi desenvolvido tendo como sujeitos de pesquisa, um universo de 1064 usuários. Entre eles se encontram 964 executivos de grandes empresas, distribuídos por sete países. Os questionários entregues foram analisados por uma equipe de especialistas em segurança digital.

Os dados são resultado de estudo anual efetivado pelo Instituto que aconteceu durante o ano de 2014. A intenção de montar um conjunto consistente de medidas de segurança.

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O primeiro resultado foi a quebra um mito. É revelado, de forma clara, que as preocupações com segurança não são responsabilidade única dos setores de tecnologia da informação, mas devem envolver todos os usuários.

Tom Sholtz, um dos coordenadores do trabalho, revela que o aumento de problemas com a segurança cibernética, começa a despertar a atenção das chefias intermediárias e a alta gerência das empresas. A efetivação da proposta "big data" aumenta o volume de armazenamento de dados. São registros que depois de transformados em informações estruturadas, devem ser protegidos contra acessos não autorizados. A inteligência competitiva traz os "voyeurs digitais", hackers para os quais, vencer desafios é uma proposta de vida, superando barreiras e roubando informações.

Grande parcela dos entrevistados (71%) considera que a atividade de maior destaque no ano de 2015, cuja preocupação deverá aumentar e ter continuidade na próxima década, diz respeito a integrar estes estudos de segurança com a segurança corporativa.

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A pesquisa revela que 38% das pessoas envolvidas com segurança, não trabalham diretamente com os setores de TI, número que se considera, deve aumentar deste ponto para frente.

O aumento da mobilidade é um dos grandes responsáveis pelo aumento da insegurança. A liberação dos móveis é uma proposta sem retorno que recebe o nome BYOD - Bring Your Own Device (traga o seu próprio dispositivo). Há uma tendência a que ela se transforme em BYOE - Bring Your Own Encryption (traga a sua própria encriptação) o que aumenta ainda mais as preocupações.

A partir destes resultados Sholtz coloca um alerta: "As empresas devem reconhecer que, cada vez mais, a segurança deve ser gerenciada como uma questão de risco da empresa e não apenas como um problema operacional de TI (sic)".

Há um último destaque que orienta e justifica esta proposição: o surgimento do conceito IoT - Internet of Things: internet das coisas" irá trazer maiores riscos. Já há uma proposta para que este conceito seja ampliado para IoE - Internet of Everything (a internet de todas as coisas).

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Cada nova proposta inclui um aumento da carga de riscos.

Frente a estes fatos é preciso que os setores de governança corporativa mudem e deem o devido destaque ao tratamento da segurança corporativa como um fator de risco nas análises efetuadas. Esta é uma recomendação importante e que, se atendida, pode evitar uma série de problemas para as empresas. #Inovação