Parece pegadinha, mas é assunto sério. O portal YouTube, que recebe milhões de vídeos diariamente, vem recebendo duras críticas de seus vlogueiros em sua própria plataforma.

Muitos vlogueiros, como são chamados aqueles que apresentam seus vídeos em um canal próprio criado no portal, andam irados e denunciando falhas graves no sistema de monetização de vídeos com conteúdo inédito, que paga por visualizações em vídeos de conteúdo inédito postados.

Com o sonho de viver da monetização desses vídeos, a maioria dos vlogueiros investiu até mais de quatro anos aguardando o momento de aumentar o número de inscritos em seu canal e começar a faturar.

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Alguns até abandonaram seus empregos para apostar tudo nessa fonte de renda via #Internet! Ocorre que, na hora de pagar seus parceiros, o YouTube recebe duras críticas, e ainda tem de permitir a todos publicar.

Os vlogueiros, em vídeos como esses inseridos no artigo, se dividem: Ricardo Renti põe a “boca no trombone”, reclamando que o portal apresenta uma lista de critérios que eles próprios não seguem, que são oferecidos privilégios a determinados vlogueiros e penalizações injustas e com motivo inexistente a outros. Já a vlogueira Lu Paganeli se mostra conformada com a quantia irrisória recebida, pelo fato de não contar com o YouTube para viver, já que é enfermeira e tem o canal como um #Entretenimento, algo que gosta de fazer nas horas vagas.

As reclamações vão além. Os vlogueiros revoltados destacam que o YouTube envia constantemente mensagens solicitando alterações em diversos vídeos, alegando infrações jamais cometidas, injustificáveis.

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E, pior: quando os vídeos são alterados para atender ao pedido e retornam ao ar, o vlogueiro ainda perde todas as suas visualizações e o possível dinheiro que poderia vir a ganhar, voltando a estaca zero no contador de acessos.

Mais catastrófico ainda, o YouTube, conforme os desabafos dos vlogueiros, tira canais do ar sem atender aos seus próprios critérios estabelecidos e não responde a nenhuma das mensagens enviadas por seus parceiros, que ficam sem voz e colecionam prejuízos infinitos.

Alguns desses parceiros do YouTube alegam que recebem corretamente e que chegam a ganhar mais de 10 mil dólares mensais, mas a maioria dos vlogueiros garantem que é tudo ilusão e que o YouTube paga míseros centavos por cada mil visualizações, sendo necessário ter mais de um milhão de acessos em cada vídeo publicado para se chegar a uma renda decente, o que fica reservado para poucos.

Ainda assim, o YouTube é o top dos tops dos sites de vídeo no mundo inteiro, e, quem não está ali, não adianta estar nos outros portais apenas.

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Mas, é preciso ter cuidado com o sonho de “viver de YouTube”. Pode-se até tentar a sorte, mas sem muitas expectativas financeiras e sem abandonar emprego certo, suas atividades cotidianas, afazeres domésticos, entre outros.

Muito vlogueiros tentam ganhar dinheiro incentivando os internautas a criar um canal e dão empolgantes aulas de como ganhar bastante dinheiro no YouTube, quando seus próprios canais não atingem um número de visualizações para receber nem sequer R$ 100,00 mensais, conforme a exigência de poucos centavos para visualização, o que arrecada pouco mais de R$ 4,00 ou R$ 5,00 por cada mil visualizações. Façamos as contas... É preciso ter cuidado com essas falsas promessas de quem quer tirar proveito do sonho dos outros, nas esperança de que, assim, quem sabe, conseguirá dar um tiro no escuro e fazer o seu próprio sonho acontecer.

O ideal é não esperar com ansiedade pela monetização dos vídeos, assistir tutoriais para tentar evitar ao máximo que o portal implique com algo e retire seu vídeo do ar, estudar e planejar para fazer bem feito. O YouTube tem sua utilidade, sua importância, sua magia, recebe milhões de vídeos diariamente e isso não é por acaso.

  #Google