Após o polêmico discurso da presidente brasileira Dilma Roussef, em setembro na ONU, em que a mesma se tornou alvo de comentários provocativos na internet por apregoar a possibilidade do “estoque de vento”, vem da Espanha a ideia revolucionária da geração de energia eólica (originada nos movimentos dos ventos) de um modo completamente diferente, que se resume no que é chamado de Vortex, ou um motor eólico sem as tradicionais hélices.

É algo parecido a um imenso “canudo” que, de acordo com a empresa Vortex Bladeless, idealizadora do projeto, é algo que mudará de uma vez por todas a tratativa com a energia de fonte renovável.

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As brisas e correntes de ar conseguem ser transformadas em energia pura pelo Vortex, mesmo que este não conte com a ajuda das habituais pás que fazem os movimentos circulares característicos de uma turbina eólica. O Vortex se utiliza do conceito físico da vorticidade ou padrão de vórtices giratórios, que são turbilhões de vento que se criam em torno das edificações. 

E foi graças a este princípio aerodinâmico que os proprietários da Vortex Bladeless, a saber: David Suriol, Raul Martín e David Yáñez, desenvolveram o Vortex com o formato de canudo, o que assegura que as correntes de ar trafeguem de modo sincronizado por toda a superfície do mastro com aumento de performance.

O projeto do Vortex é relativamente simples, onde a 1ª peça foi construída de fibra de carbono e vidro, o que incrementa a vibração do objeto.

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Dois imãs repelentes, que atuam como motor não elétrico, estão dispostos na base do cone, que ao oscilar para um determinado lado, tem nos imãs a força de tração para a direção oposta por meio de um impulso pequeno no seu movimento e o que é mais importante, sem precisar do vento.

A energia do movimento ou cinética é transformada em eletricidade por um alternador multiplicador da freqüência oscilatória do canudo, o que melhora o aproveitamento na conquista da energia. Não existem engrenagens, peças mecânicas ou sequer parafusos na estrutura da turbina, diminuindo assim, o custo de se produzir e manter a mesma.

Os espanhóis dizem que a versão mini Vortex de 12 metros captura até 40% da energia do vento em condições satisfatórias ou de 41 km/h. Enfim, a pequena turbina captura 30% menos de energia do que as turbinas eólicas convencionais; entretanto, a compensação vem do tamanho reduzido, podendo se colocar no mínimo o dobro de turbinas mini Vortex substituindo as tradicionais maiores.

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A economia de 51% a menos é também clara pelo aparato não ter as pás e outros sistemas de suporte. Sendo ainda mais silencioso e ecológico, pois não mata milhares de pássaros anualmente em todo o mundo.

Obviamente, ainda há muito chão pela frente nas pesquisas até se chegar ao consumidor final, talvez em 2016, mas o interessante, além de tudo o que já foi exposto, é que da terra dos moinhos de vento gigantes de Dom Quixote de la Mancha, surge agora versão mini de um aparato que novamente brinca e propõe formas diferentes de se relacionar com o vento e a energia que este produz. #Natureza #Blasting News Brasil #Fontes renováveis