Não é só no Brasil que o Uber tem enfrentado objeções ao seu modelo de #Negócios, mas isso não impede que a empresa siga acreditando no potencial do seu negócio. Pelo contrário, todos os dias novas cidades no mundo entram na rota do aplicativo e, quase todos os meses, são anunciadas novas parcerias e novos investimentos na empresa.

Para se ter uma ideia, segundo o CEO do Uber, a empresa estará operando em 100 cidades da China no próximo ano e, no Brasil, embora a operação se dê em apenas cinco cidades, o aplicativo já é um dos mais baixados nas lojas da Apple e do Google. 

Mas o que realmente chama atenção é que, embora as barreiras que estão sendo impostas ao desenvolvimento do negócio, a startup não parece estar preocupada com possível banimento do aplicativo nos locais onde atua.

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Isso se dá por um único motivo: a tecnologia desenvolvida pela empresa inovou num mercado em que os consumidores ansiavam por mudanças.

O modelo de negócio do Uber trouxe consigo uma #Inovação disruptiva, sonho de 100% dos empreendedores focados em inovação. Esse tipo de inovação consiste em criar uma solução para um problema real, a partir da destruição do sistema vigente.

Gisela Blanco, jornalista especializada em inovação, explica o termo disrupção, forjado por Clayton Christensen: “Produto ou serviço que cria um novo mercado e desestabiliza os concorrentes que antes o dominavam. É geralmente algo mais simples, mais barato do que o que já existe, ou algo capaz de atender um público que antes não tinha acesso ao mercado. Em geral começa servindo um público modesto, até que abocanha todo o segmento.”

O CEO do Uber sabe que tem em suas mãos uma ideia disruptiva, com modelo de negócio inovador, que está desafiando o sistema de transporte público privado (táxis) já ultrapassado, por isso não receio de crescimento, pelo contrário.

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Há certeza da empresa, do mercado e dos consumidores, de que o antigo modelo está ultrapassado, o que fica ainda mais claro quando os consumidores não só utilizam o serviço, mas quando comemoram a chegada do aplicativo em sua cidade.

No dia 19 de novembro, Porto Alegre foi a quinta cidade a receber ter acesso ao aplicativo, e a população comemorou a chegada do serviço, principalmente jovens desgostosos com o sistema atual. 

Por esse motivo é que a empresa segue firme seu projeto de expansão, desafiando o status quo vigente, ampliando sua plataforma de usuários e satisfazendo-os. Tudo isso na certeza de que, quanto maior a operação, mais consolidada estará para o público essa nova realidade, tornando impossível que o Poder Público barre tal mudança no sistema.

Haverá, provavelmente regulamentação do serviço, mas não proibição. É que agora a mudança do sistema de transporte privado de passageiros já ocorreu, apenas os antigos operadores do sistema é que não estão satisfeitos e, assim, pressionam o Poder Público para que barre a evolução, com medo da mudança.

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O desafio de quem agora fica para trás é de se reciclar e de buscar, nessa nova realidade, uma forma de adaptação, seja no táxi seja no seu carro particular como novo motorista do Uber.  

Negar a nova realidade é ficar agarrado a um sistema obsoleto, descolado do mundo atual, digital, conectado e colaborativo.