As novas televisões apresentadas no mês de setembro, durante uma feira de imagem e novas tendências nesse campo em Berlim, Alemanha, prezam por maior nitidez, cor e formato inovador. Todas essas qualidades supremas estão contidas em uma palavra com quatro letras: OLED.

A sigla corresponde a “Organic Led”, uma tecnologia que é a mais avançada até o momento, proveniente da utilização do carbono. Por sua vez, a LED tem como base o uso do silício.

Uma vantagem da OLED é que cada pixel (cada pontinho minúsculo que forma a tela do televisor) emite luz própria, o que acarreta na melhoria da qualidade da imagem; as cores ficam mais verdadeiras e mais brilhantes.

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A atual LED precisa de um foco de luz artificial no fundo do monitor.

A OLED tem uma alta definição e existe um tipo de televisor chamado de 4K, no qual há a multiplicação do número de pixels dos atuais 2 milhões para 8 milhões de pontinhos luminosos, ou seja: o padrão de imagem fica bem mais real. A expectativa de gerar negócios é estimada por volta de 29 milhões de aparelhos com aumento de 178% na posição de vendas. Mas não para por aí não: logo virá a #Televisão 8K, com a tela composta por 16 milhões de pixels.

A pregação dos executivos da área é igual àquela famosa peça do dramaturgo Nélson Rodrigues: “A vida como ela é”. As pessoas desejam ver objetos, imagens, pessoas, paisagens e animais da forma como realmente são. A revolução dos televisores não passa somente pela imagem; ela também está no formato, onde ela pode ser elástica, maleável, adquirindo a aparência de uma onda do mar, por exemplo.

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Se hoje, as televisões são monitores retangulares e duros, a tendência é que eles fiquem adequados à personalização de sua tela: borrachudo e mole.

Outro recurso inovador é o “Double-Sided”, em que se pode ver televisão dos dois lados da tela. De um lado, uma tela com possibilidade de se ver a novela favorita que a esposa e a sogra adoram. Do outro lado, mas na mesma televisão, você e seu filho, ou amigo, podem ver a partida de futebol. Mas, se quiser, nada impede que a mesma programação seja vista dos dois lados do aparelho. Uma curiosidade intrigante: a espessura é de apenas 5 milímetros e pesa, no máximo, 10 quilos.

Segundo um dos cientistas que desenvolveu a tecnologia OLED, as inovações não vão parar por aí. Haverá muitas outras possibilidades daqui para frente. Ele citou tendências de telas flexíveis, dobráveis, transparentes, ou que ainda será possível vestir. Bem, em relação ao primeiro item, isto está bem próximo: na feira de Berlim, apresentou-se um modelo chamado “papel de parede”, que, de tão fino, possui a espessura de um cartão de crédito.

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Se você pensa que isso está distante, pare em frente às lojas e verá que existem propagandas anunciando a TV OLED. São poucos anúncios, é verdade, mas não se assuste se você encontrar uma televisão “inteligente” que disponibiliza navegação na Internet sem abandonar a programação, com o uso do controle remoto como mouse. Há ainda outro tipo de TV “inteligente” que atende a comandos de voz. Isso vem virando realidade. Bem real. #Inovação #Blasting News Brasil