Não é novidade que o uso tecnológico adequado pode, inclusive, salvar vidas. É no setor da saúde que a tecnologia vem, de poucos anos para cá, mais se destacando.

Recentemente, foram divulgadas notícias de drones que mapeiam regiões em busca de focos da #Dengue e da identificação de quem transmite o vírus, além da surpreendente comprovação da eficácia do Bacillus thurigiensis israelensis (BTDI) no combate ao mosquito Aedes aegypti.

Drones já marcaram presença nos cenários estrangeiros e tudo indica que ganharão, cada vez mais, os céus do Brasil. De acordo com a matéria publicada no globo.com, foi efetuada, no dia 17 de julho de 2015, nos EUA, a primeira entrega de medicamentos por drone à uma clínica na zona rural do estado da Virginia.

Publicidade
Publicidade

A operação teve duração de 30 minutos e levou 24 pacotes.

Chamada de “Kitty Hawk”, a entrega foi uma demonstração feita por meio de uma parceria entre Nasa e a empresa Flirtey. Enquanto a Agência Espacial Americana se encarregou de levar os remédios até o aeroporto local, a companhia levou-os até a clínica. A Nasa também comemorou o fato de o voo ser a primeira entrega autorizada pela FAA em solo norte-americano.

Outro fator positivo é que, com o ocorrido, houve a confirmação de que drones não interferem em outras aeronaves, podendo operar de maneira segura e confiável.

Enquanto isto, no Brasil, em junho, também deste ano, vieram os drones de resgate e salvamento. Tais equipamentos não são capazes de comportar uma pessoa, mas garantem o mínimo de ajuda, com agilidade, em lugares remotos.

Publicidade

De acordo com o site “Airway”, do UOL, 5 drones podem salvar vidas:

1) Qube UAS (localizou vítimas do terremoto no Nepal, em março);

2) Snow Cyclops (detecta áreas passíveis de avalanches);

3) Defkopter (transporta desfibrilador até regiões mais isoladas);

4) Paketkopter (transporta até 2 kg de medicamentos. É do Correio da Alemanha);

5) Ciclodroner (sinaliza para os carros a posição do ciclista)

A notícia mais recente é um aplicativo criado por estudantes da USP, em São Carlos, e desenvolvido pelo engenheiro de produção Renato Rodrigues, juntamente com alguns amigos, que leva também medicações por drone, auxiliando pessoas que fazem acompanhamento medicamentoso, mas que não são tão regradas em seus horários.

O aplicativo armazena receitas médicas, avisa sobre o horário correto para tomar a medicação, possibilita a compra de remédios e programa o envio dos produtos. O app recebeu US$ 10 mil em prêmio, conquistando o 1º lugar no "Hackathon Code4Inclusion MasterCard", em Miami (EUA). O prêmio será usado pelo grupo para aperfeiçoar o drone e o aplicativo.

Nas palavras de Rodrigues: “O ser humano, como todo mundo sabe, corre o risco de acidentes ou de acontecer algum problema. E o custo vai ser menor do que um motoboy. Um drone, por exemplo, mais sofisticado, custa o valor do salário de um motoboy, cerca de R$ 1,5 mil”.

Tudo indica que as máquinas voadoras vieram para ficar. #Inovação #Curiosidades