Conhecimento sobre qualidade não são incorporados ao sistema

A tecnologia evoluiu, mas os sistemas não acompanharam. A explosão de um caixa eletrônico é sempre um processo recorrente de ações que já são conhecidos: entrar na agência, colocar a dinamite, explodir e recolher o dinheiro. Cada etapa poderia ser administrada por um sistema de segurança que os bancos preferem não realizar, pois todo dinheiro roubado está segurado e eles não perdem no evento. O mesmo não se pode dizer das instalações comerciais que hospedam os caixas. A filmagem que ocorre ainda é de baixa qualidade e dificulta o reconhecimento de faces.

Automação da segurança física poderia atenuar problemas

A questão está dividida em duas etapas distintas: a primeira diz respeito ao uso de sensores e filmadoras que permitam identificar por fotos quaisquer movimentos e pessoas fora do horário de funcionamento da agência ou loja.

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Tais equipamentos poderiam ser wireless (sem fio e acessando a internet) para transmitir a uma central de segurança monitorada avisando o acesso, mas também poderiam atuar emitindo sons ensurdecedores, flashes para cegar o invasor, ou choques elétricos no chão para imobilizar os invasores, além de outras ideias mais medievais como lançar dardos com soníferos ou redes de caça.

Educação de analistas é focada na programação

A outra etapa passa pela #Educação dos analistas de sistemas, principalmente os da área de Ciência da Computação, cujos cursos deixam muito a desejar no sentido de planejar e executar sistemas. A grande maioria dos currículos ainda tem uma forte tendência em programação, conhecimento esse que poderia ser ensinado no nível médio, permitindo até uma profissionalização de adolescentes que poderiam aumentar a renda e ter um futuro mais promissor.

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Os cursos de nível superior, apesar de apresentarem estágios ou TCCs (Trabalhos de Conclusão de Curso), dificilmente possuem um grande número de disciplinas em termos de qualidade do software ou do sistema, sendo mais comum a adoção de Sistemas de Garantia de Qualidade (SQA) nos equipamentos, por motivos industriais, particularmente a automatização dos processos de produção.

A baixa qualidade é generalizada nos sistemas

A falta de uso de SQA nos projetos não fica restrita aos sistemas bancários, mas a todas as áreas de uso de sistemas embarcados. O Brasil, por exemplo, não possui certificação de qualidade de software e de processos em quase nenhuma empresa. A região de Bauru, em São Paulo, que entrega mais de 500 novos profissionais de informática por ano, não possui nenhuma empresa certificada. Relatórios do governo federal sobre certificação de software apontam que menos de 3% das empresas possui algum tipo de certificação, mesmo assim restrito a alguns processos, sob a alegação que fica caro obter o certificado.

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Custos altos são desculpa para manter fidelidade

O custo de SQA é realmente alto inicialmente, mas a função dela é garantir segurança no funcionamento dos equipamentos. O custo deveria ser diluído pela diminuição do custo de manutenção, onde muitas empresas ainda se apoiam para manter o faturamento, no aumento de vendas de sistemas, onde o Brasil perde de longe para a Índia em termos de exportação de software, além de permitir uma re-utilização maior dos componentes, reduzindo preço e tempos gerais de entrega de novos produtos. #Inovação #Crime