Certamente você já ouviu falar da BitCoin, uma moeda virtual também conhecida como “dinheiro da Internet”, que se valorizou astronomicamente em pouco tempo. Basicamente, trata-se de uma tecnologia digital com protocolo de código aberto que permite a reprodução de pagamentos eletrônicos com a mesma eficiência dos pagamentos realizados com cédulas físicas.

Essa criptomoeda foi lançada em 2009 por um indivíduo com o pseudônimo de Satoshi Nakamoto. Em dezembro de 2015, a polícia invadiu a casa do hacker australiano Craig Steven Wright, a quem se atribui a criação da moeda e de um artigo publicado em 2008 explicando seu funcionamento, mas se trata de uma suposição.

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Outros acreditam que a elaboração da BTC tenha sido fruto de uma colaboração entre diversas pessoas, a partir de um conceito proposto em 2008 pelo referido artigo.

O fato de a moeda ter código aberto significa que não é controlada por nenhuma companhia ou autoridade central e seu valor é, então, determinado unicamente pelo câmbio. Sendo assim, a volatilidade é alta – no início de 2015, uma BitCoin (ou BTC) valia 177 dólares; hoje, dia 4 de janeiro de 2016, o preço é de 431 dólares; o valor mais alto atingido foi de 1242 dólares. A moeda passou por um período de grande desvalorização começando no início de 2014 e parece que, aos poucos, está novamente ganhando força, mas não sabemos até quando.

É possível obter BitCoins por meio de compra direta (no Brasil, o líder de operações é a página Mercado Bitcoin) ou pela mineração.

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Você pode minerar diretamente, caso tenha um bom equipamento, mas para pequenos investidores, a recomendação é que você alugue, por nuvem, máquinas que farão a mineração e lhe entregarão determinado valor diário.

Obviamente, não é recomendável para iniciantes investir altos valores, pelo menos até se familiarizar com todos os procedimentos e possibilidades que envolvem o comércio da moeda – inclusive técnicas de segurança para que seu computador e sua carteira de BitCoins não sejam invadidos.

Para armazenar suas BitCoins você precisa criar uma wallet (“carteira” em inglês), algo que pode ser feito baixando um programa ou app para seu dispositivo (chamadas off-line wallets) ou por meio da nuvem, criando uma conta em páginas como Coinbase ou no já mencionado Mercado Bitcoin (que tem a vantagem de trabalhar com moeda nacional).

Uma forma de começar lentamente a adentrar no mercado das BTCs é por meio dos faucets, páginas que lhe dão pequenas frações da moeda em espaços específicos de tempo. Sites como Alien Faucet, Free BitCoin, Play BitCoin, entre outros, trabalham com bits (1 bit equivale a 0.000001 BTC) ou satoshis (a menor unidade de BTCs existente, 1 satoshi equivale a 100 bits ou 0.00000001 BTC). Apesar de os valores serem pequenos, você pode juntar facilmente o equivalente a 1 ou 2 dólares em uma carteira em nuvem para experimentar como são feitas as transações – hoje, até mesmo o Greenpeace aceita doações em BTCs. #Negócios #Inovação