Nova revolução tecnológica: internet dos equipamentos

O mercado aposta que a nova geração de equipamentos eletrônicos e eletrodomésticos irá fazer o maior sucesso com a característica de poder controlar eles remotamente, fazer tarefas ordinárias domesticas e reduzir ainda mais o esforço. A nova tecnologia consiste em sistemas incorporados aos aparelhos que permitirão se conversar entre si, permitindo ligar/desligar pelo celular, regular temperaturas conforme o tipo de alimento ou a temperatura externa, incluindo uma administração das lâmpadas e do uso da energia.

Sempre haverá falhas de sistema e de conexão

Como toda história fantástica e conhecendo os vários “bugs” de sistemas que sempre ocorrem em revoluções digitais, parece muito fantasioso que todo o sistema vai funcionar sem problemas e que as pessoas serão muito mais felizes.

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É claro que vai haver a discussão sobre o consumismo, materialismo e muitos outros problemas de interconexão. Algumas situações serão extremamente bem-vindas como auxílios aos idosos e portadores de deficiência de alguma sorte. O valor agregado do celular vai aumentar, porque permitirá controlar muitas funções caseiras como microondas, geladeiras, portas automáticas e sistemas de segurança locais.

A internet das coisas pode obter informações particulares

Um aspecto importante e que poucos citam é a invasão do privado, onde todas as informações de cada pessoa, da hora que se acorda até a hora que se dorme, e mesmo durante, será monitorada pelos equipamentos, armazenando a informação em “clouds”. A informação poderá ser usada para estudos de hábitos de consumo, curvas biológicas de desenvolvimento e até para a “desativação” do humano.

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Toda essa exposição, colocará as pessoas nuas perante os analistas de “BigData”, permitindo que seja induzindo a fazer escolhas que nunca faria se não fosse a programação automatizada de todos os equipamentos domésticos.

Mudanças nos comportamentos serão necessárias

Alguns cuidados já estão presentes no dia a dia de algumas pessoas: as pessoas começam a procurar atividade física alternativa, já que os equipamentos retiraram os pesos da direção dos carros, da limpeza doméstica, do trabalho artesanal. A gradativa substituição da mão-de-obra por controladores CNC que automatizam boa parte da produção é uma tendência já quase consolidada. Outros cuidados nem tanto, tais como fotos íntimas divulgadas sem autorização, sem falar de outras peças autorais que estão se multiplicando na rede sem o devido pagamento dos royalties.

A quem pertence os direitos autorais das informações?

Por outro lado, a quem pertencem os direitos autorais, tanto dos dados fornecidos pelos equipamentos para análise, como a venda das bases de dados com informações de tendências que irão produzir o lucro de grandes corporações? Como serão os controles éticos de participação na coleta dos dados e da intervenção dos sistemas na vida privada humana? Será que haverá algum Termo de Consentimento de uso da informação coletada? Como será o direito de não participar do sistema? Ainda existem muitas perguntas a serem respondidas, mas é importante entender que cada equipamento que substitui uma tarefa humana através de controles automatizados, contribui para torná-lo dependente e sem o livre arbítrio de sua própria vida.

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#Comunicação #Curiosidades #Internet