A ideia de viajar para o passado ou o futuro como se vê nos filmes de ficção pode se tornar realidade. Quem diria que os criadores da trilogia De Volta para o Futuro poderiam estar certos? 

Na verdade Einstein já considerava essa possibilidade há mais ou menos cem anos sem possuir a tecnologia que temos hoje. E ontem, 11/02/2016, um consórcio internacional de cientistas anunciou a primeira detecção de ondas gravitacionais previstas na Teoria da Relatividade.

Segundo Einstein, a gravidade é uma força de atração que distorce o espaço e o tempo, que em sua concepção são a mesma coisa. Assim, a interação de objetos muito maciços que causam uma força gravitacional muito grande acaba formando ondas que se propagam pelo espaço e tempo.

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Buraco de minhoca

Quem assistiu a série Stargate Atlantis, conhece bem as viagens pelos buracos de minhoca. E de acordo com os pesquisadores das ondas gravitacionais, essas viagens interplanetárias que duram segundos também podem se tornar realidade.

Para exemplificar o que é um buraco de minhoca, desenhe dois pontos distantes em um papel, imagine que eles estão há milhões de anos luz. Em seguida, dobre a folha de forma que os pontos se unam, você criou um atalho entre eles, alterou o espaço e o tempo e criou um buraco de minhoca. Vendo por este lado até parece simples, não?

Sinais do Universo

O consórcio internacional de cientistas é formado por mais de mil cientistas, entre eles sete são brasileiros.

Segundo os pesquisadores a descoberta traz novas expectativas e possibilidades. Agora é possível escutar o som do universo e notar fenômenos que antes eram invisíveis aos astrônomos.

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LIGO

O projeto LIGO, Laser Interferometer Gravitational-Wave Observatory, mostrou que de fato existem distorções no espaço e no tempo causadas por dois objetos que interagem entre si. Os cientistas acreditam que seja dois enormes buracos negros.

O LIGO se iniciou em 2002, mas apenas em 14 de setembro de 2015 foi possível registrar a colisão de dois buracos negros. O custo estimado do projeto é de US$ 620 milhões.

A pesquisa foi uma iniciativa conjunta do Caltech, Instituto de Tecnologia da Califónia, e do MIT, Instituto de Tecnologia de Massachusetts. #Curiosidades #Viagem