"Senhor Muros, você não pode colocar seu sistema de iluminação no mercado, você e sua família serão aniquilados", são as palavras de uma das ameaças que o espanhol Benito Muros recebeu, e levou à polícia. Mas não se intimidou. Ele criou um modelo de lâmpada que, pela longa duração, não gera resíduos, permite uma economia de até 92% no consumo e emite até 70% a menos de CO2 (dióxido de carbono).

Muros faz parte da companhia IWOP Electircs, um grupo que responde à necessidade atual de um compromisso com o meio ambiente. O grupo denuncia a "obsolescência programada", conceito criado entre as décadas de 1920 e 1930, responsável por um modelo de mercado cuja intenção é criar produtos com uma durabilidade bem menor que poderiam, no intuito de obrigar os consumidores a trocarem o produto de tempos em tempos.

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Infelizmente, a nossa Lei permite esse tipo de prática, e há muitos anos.Máquinas de lavar, aparelhos eletrônicos e elétricos são todos inseridos nesse conceito. Talvez se essas indústrias fossem também detentoras do produto da IWOP, assim como o são das novas lâmpadas LED, receberiam com aplausos mais essa evolução.

As grandes vantagens da lâmpada da IWOP

O site Nau Zero fez uma entrevista com Benito Muros, na qual ele enumerou algumas das grandes vantagens que seu registro pode trazer:

- Gasta 92% menos eletricidade que uma lâmpada incandescente, 85% em relação às de halogéno e 70% em relação às fluorescentes.

- Garante 25 anos de funcionamento 24 horas por dia, 365 dias por ano.

- Não se funde no caso de ascender e apagar várias vezes. A IWOP Electrics garante 10 mil comutações diárias.

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- Ela ascende imediatamente, sem precisar esperar que aqueça;

- Não emite radiação ultra violeta nem ultra vermelho e não faz ruído.

- Consegue iluminar em temperaturas de até 45 graus abaixo de zero.

- Não possuem metais pesados que demoram para se desintegrar; são recicláveis e seguem todas as normas ambientais.

- Emite 70% a menos de CO2, e por ter mais tempo de vida, produz menos resíduos para a natureza.

- Praticamente não aquece, utilizando somente a energia necessária para iluminar. As lâmpadas convencionais gastam 95% da energia para produzir calor e os outros 5% para iluminar.

- Evita a deterioração de materiais que estão perto, visto que não aquecem e não produzem radiação.

- Não apresentam riscos de incêndio.

- Não prejudicam o frio necessário dentro das câmaras frigoríficas.

Os motivos para a invenção da nova lâmpada são absolutamente compreensíveis, visto que a conta do consumo de energia é uma das que mais preocupa, sobretudo os brasileiros. que sofrem com valores abusivos que as operadores de energia elétrica cobram.

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A pesquisa de trabalho que Muros realizou foi feita a partir de uma visita ao quartel de bombeiros de Livermore, Califórnia (EUA), onde uma lâmpada permanece acesa de forma ininterrupta há 111 anos. Não havia registros da peça, mas Muros entrou em contato com descendentes dos criadores da lâmpada para realizar a pesquisa. Ele disse que a garantia do seu produto é de 25 anos para não parecer ilusório demais oferecer os 100 anos, já que o consumidor dificilmente comprovaria isso.

Mas parece que que o atraso da humanidade em determinados pontos dá-se pela falta de vontade de evoluir, movida pelo interesse próprio em primeiro plano: além das ameaças que a indústria do setor fez a Muros, ele também afirma ter recebido propostas milionários para retirar o seu produto do mercado,as quais recusou prontamente. Para quem quiser conferir com mais detalhes o trabalho de Benito Muros, pode entrar em contato através do site da empresa IWOP Electrics. #Sustentabilidade