Recentemente estava assistindo a um vídeo do projeto Kizmet, da professora Cynthia Breazeal, do M.I.T. e acabei me deparando com o robô chamado Jibo, que vem sendo considerado o primeiro robô social que se tornará um produto de consumo.

A Dra. Cynthia Breazeal trabalha no projeto do impressionante robô Leonardo do centro de mídia do M.I.T., que ficou conhecido como um exemplo de avanço da inteligência artificial e da robótica, pois demonstrava grande salto no que se refere ao reconhecimento de objetos e na reação a estes. Capaz de simular algumas emoções, o robô Leonardo, era realmente assustador e parecia mesmo estar vivo e reagindo ao seu ambiente.

Publicidade
Publicidade

O que aparentemente é fácil para os seres humanos, como andar ou reconhecer objetos é uma tarefa incrivelmente complicada para as máquinas. Exige uma quantidade imensa de códigos de software para realizar tarefas relativamente simples. Somente no início deste milênio que os processadores se tornaram rápidos e baratos para que fosse possível a construção de robôs com certa “inteligência”.

Com a evolução tecnológica, o surgimento de impressoras 3D (Impressoras 3D já imprimem partes humanas), centros de processamento de dados e análise de dados (Conheça uma nova profissão com salário de 12 mil reais: cientista de dados) e a drástica redução do custo dos componentes eletrônicos, torna-se possível adquirir robôs como o NAO, capaz de apanhar objetos, reconhecer faces, obedecer comandos e desviar de obstáculos.

Publicidade

O que o torna uma rica plataforma de desenvolvimento e aprendizado. O robô NAO difere de dispositivos mais simples como o robô aspirador Roomba, produzido pela iRobot, pois não realiza apenas uma tarefa específica, mas demonstra certa capacidade de aprendizado e parece mais inteligente aos nossos olhos, o que o aproxima do usuário.

Estudando esta interação entre os humanos e os robôs, a Dr. Cynthia Breazeal define o Jibo como um “robô social”, pois o mesmo aparenta possuir uma personalidade, tornando-se verdadeiramente parte do convívio familiar. Percebemos, ao assistir ao vídeo de demonstração publicitária do robô, que existe uma ilusão de que ele entende as pessoas e não que é apenas uma máquina programada.

O Jibo me fez lembrar do projeto russo, de Dmitry Itskov, conhecido como ”Iniciativa 2045”, que contratou vários cientistas e pesquisadores ao redor do mundo para criar a inteligência artificial. Sua ideia consistia em criar um avatar, que, controlado por um operador humano, poderia realizar tarefas que colocariam a vida humana em risco.

Publicidade

Numa etapa futura, o projeto de Itskov previa a integração do cérebro humano com a máquina e finalmente a transferência completa da consciência para um ser artificial.

Uma história assim é difícil de acreditar, mas basta pesquisar '2045.com' para ver que eles acreditam nesta possibilidade.

Então, por que o Jibo é importante? Explico: Ele irá alavancar um mercado que não consegue se popularizar, o mercado de robôs domésticos. Existem robôs nas industrias, nas universidades e centros de pesquisa, mas não para o mercado consumidor, nos moldes de como o celular é atualmente.

O Jibo é o passo inicial. Acredito que possa ser o grande produto tecnológico da próxima década, assim como foram o rádio, a televisão, os computadores e os celulares. Vemos nas escolas o surgimento de kits como Raspberry PI, Lego, PIC, entre outros que trazem a robótica para o dia-a-dia das crianças, inspirando novos desenvolvedores e engenheiros.

Ficou interessado? Um ponto de partida para entrar na área de robótica pode ser a aquisição de um kit, como o Arduído. De baixo custo, possibilitará o aprendizado de uma série de conceitos, como programação, eletrônica, entre outros, de forma prática e interessante. E se você gostar da ideia poderá buscar uma formação em engenharia ou mecatrônica.

Então, após ver o robô Jibo, fica a pergunta para você leitor: Estamos diante do nascimento da Inteligência Artificial?

  #Inovação #Curiosidades #Tendências