A Agência Nacional de Aeronáutica e Administração Espacial (NASA) divulgou uma importante notícia sobre as novas tecnologias desenvolvidas para exploração espacial e uma possível jornada de seres humanos até Marte.

Uma nova geração de foguetes, propulsores, lançadores, sondas e satélites prometem ampliar o alcance e limites, estabelecer novos formatos de estudos e análises de superfícies e solos, avaliar possibilidades de extração de minerais e também captar campos magnéticos, radiação e hidrogênio. 

As sondas enviadas ao espaço contarão com a inédita tecnologia CubeSats, que são pequenos nanosatélites lançados em direção a locais escolhidos para estudo e observação.

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Alimentados principalmente por energia solar e nuclear, esses pequenos satélites têm a missão de captar dados e registros que serão enviados à Terra para estudos dos cientistas da NASA. Um dos exemplos é a Lanterna Lunar, um pequeno satélite que pode explorar superfícies à procura de gelo.

Serão enviados treze satélites com objetivos distintos. Conforme a nota publicada no site oficial da agência, os pequenos satélites compõem uma estratégia para se testar ideias inovadoras e contribuir na exploração e conquista espacial, auxiliando futuras missões que envolvam a participação de humanos no espaço.

Segundo a agência, o Sistema de Lançamento Espacial (SLS) permitirá que seres humanos avancem para o espaço mais profundo. A primeira missão do gênero está programada para 2018. O primeiro foguete terá capacidade para levar experimentos científicos para o espaço embarcados nos módulos Orion. 

BRASIL PODE PARTICIPAR

A NASA reservou três slots (espaços) para que parceiros internacionais participem do projeto CubeSats.

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Até 2017 é possível estabelecer uma cooperação internacional para que isto ocorra.

Em contato com o astronauta brasileiro Marcos Pontes, ele frisou que o Brasil deveria investir neste projeto e enviar seu satélite, estimulando a indústria aeroespacial para esta importante oportunidade e também como instrumento de fomento para que crianças e jovens possam se interessar pelas área de Ciência e Tecnologia, despertando o conhecimento e criando novos estudantes e cientistas.

"Vamos comemorar 10 anos da primeira missão espacial do Brasil, onde tive a oportunidade de participar e levar nossa bandeira ao espaço.

Também, durante a missão, levei a bordo experimentos desenvolvidos pelas crianças da rede de ensino e também de universidades federais e agências setoriais. Um dos experimentos eram sobre minitubos de calor para o programa espacial que usava uma nova forma de indução de aquecimento.

Conseguimos criar uma nova tecnologia que foi aplicada no setor petroquímico e até em fornos de padaria, melhorando o desempenho com redução de custos e economia de matéria-prima. Os resultados foram implantados na indústria e destacou a política espacial do Brasil pelo mundo todo.

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Vejam como o espaço impacta diretamente em nossa vida e pode melhorar nosso cotidiano. Se o Brasil puder se fazer presente e ativo na maioria dos projetos como este, não é investimento perdido, como alguns dizem. Tudo que criarmos lá em cima, pode ser revertido para nós aqui seja em Ciência e Tecnologia, Aeronáutica, Educação, Saúde ou até mesmo no pãozinho que comemos todos os dias", destaca o astronauta Marcos Pontes.

INOVAÇÃO ESPACIAL

A forma de explorar o espaço está mudando desde a aposentadoria das naves espaciais em 2015, dentro do programa americano de estimular a renovação tecnológica para novos produtos espaciais como foguetes, sondas, naves e exploradores criando condições de enviar seres humanos para explorar Marte e outros planetas possivelmente habitáveis.

Nesta trajetória, também são lembradas as tragédias da corrida espacial. Em janeiro foi realizada nos #EUA uma cerimônia em tributo a Challenger, que completou 30 anos em 2016. Em seu perfil, Marcos Pontes divulgou um vídeo da cerimônia e também lembrou da acidente em Alcântara (MA) que vitimou engenheiros e astronautas brasileiros, em 2003. #Inovação #É Manchete!