O mercado corporativo tem na inteligência competitiva um caminho para descobrir o que outras empresas estão fazendo. Os gerentes de negócios e empreendedores individuais utilizam o resultado das pesquisas na área para tomada de decisão. Elas estão apoiadas em sistemas de informações gerenciais. A informação estruturada é obtida com base em atividades analytics. A fonte é um grande volume de dados armazenados (big data) nas grandes bases de dados que dão sustentação a estes sistemas. Uma palavra de ordem aparece no topo daquelas que estão por detrás do sucesso de grandes empresas: iniciativas disruptivas. Em suas previsões de final de ano, que buscam inferir o que deve acontecer no ano seguinte a Forbes, coloca o termo disrupção como a palavra do momento.

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Sempre que ouvir esta palavra preste atenção

A definição do termo é simples. Ela tem como significado a interrupção do curso normal de um processo. Nada menos que uma definição tão simples, quando adotada como substantivo, para trazer um sentimento de algo surreal, ou seja, aquilo que está para além do que se considera como real. As discussões em torno desta palavra logo tomam conta do palco e as polêmicas se estabelecem.

Sempre há, por detrás das empresas de sucesso, diversas propostas disruptivas. Elas deixam o estigma da destruição da concorrência quando, ao invés de fazerem melhor o que as outras empresas fazem, buscar fazer de forma diferente, como propugnado por Kim e Mauborgne em sua estratégia do oceano azul. Um exemplo de disrupção no mercado financeiro é o surgimento de novos negócios baseados no poder da multidão (crowdfunding).

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Ao invés de procurar novas formas de sensibilizar o mercado financeiro e se sujeitar a juros, algumas vezes escorchantes, dividir os lucros foi uma iniciativa disruptiva importante e que deve crescer nos próximos anos. Quem possibilitou esta #Inovação e muitas outras que estão em trânsito, tais como as tecnologias vestíveis que devem trazer novidades e a expansão da internet das coisas (IOT – Internet of things), foi a quase onipresente internet, que responde às previsões de Bill Gates que a definiu como a estrada do futuro e de Nicholas Negroponte, quando previu a digitalização total de todo o conhecimento humano.

Ao tratar do tema, um dos exemplos mais lembrados é o Netflix, que revolucionou e deixou para as locadoras de vídeos o triste destino de fechar suas portas. Ela foi vista como algo que nunca daria certo. O resultado está aí para todos verem à luz do dia. Quem lembra de um dístico de algum tempo atrás, onde em uma propaganda de venda de sabonete se dizia: nove entre cada dez estrelas de cinema, utilizam o sabonete tal, certamente vai considerar apropriado dizer que: nove entre cada dez grandes inovadores utilizam propostas disruptivas.

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O exemplo mais recente é o aplicativo Uber, voltado para melhoria da mobilidade urbana nas grandes metrópoles, que é um meio exemplo de disrupção devido a trabalhar em mercado regulado.

O que você pode fazer?

O melhor conselho dado pelos futurólogos está em viver no presente, não mais com olhos no passado, para repetir acertos que tendem a ficar fora do mercado, e evitar erros que de tão evidentes, mas sim viver com olhos postos no futuro. Procurar olhar para o que irá acontecer dez anos à frente é um bom exercício, desde que apoiado em propostas de visualização criativa. Especialistas consideram que quem não fizer, pelo menos uma vez por dia, um exercício com esta proposta, ao invés de atuar em propostas disruptivas, poderá ser disruptido, um neologismo que afasta propostas conservadoras. #Tendências