Enquanto a publicação de conteúdo original e de cunho pessoal cai no Facebook, aumentam os compartilhamentos de posts com notícias, artigos e informação pública em geral. Aparentemente, um dos motivos está nas crescentes listas de amigos de cada usuário que, com muitas pessoas adicionas e seguindo sua timeline, sente certa insegurança ao fazer check-in em um lugar ou revelar informações mais íntimas.

Com a quantidade de casos em que uma única mensagem ou comentário foi responsável por destruir a vida de um indivíduo, podemos entender a reserva das pessoas em seus compartilhamentos. Até meados de 2015, a queda desse tipo de postagem havia chegado a 21%, apesar de o número geral de compartilhamentos ter se mantido.

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Essa diminuição na "intimidade" do conteúdo vem sendo chamada, pelos próprios funcionários do Facebook, de "colapso de contexto". E qual o problema disso? Bom, uma das formas de maior movimentação de dinheiro na página está relacionada aos anúncios contextuais, aqueles que aparecem na página do usuário caso seus amigos tenham curtido ou comentado sobre uma marca ou uma página. Esse tipo de anúncio é mais bem-sucedido que as outras formas (em que propagandas são mostradas aleatoriamente) porque o usuário confia mais na opinião de seus amigos do que nas marcas em si, por motivos óbvios. Para se ter uma ideia, em 2011, estima-se que essa modalidade tenha gerado mais de 800 milhões de dólares para o Facebook!

Recursos como o "Veja suas lembranças", que mostra algo que você compartilhou no passado e sugere que você "relembre" aquele evento são uma estratégia do Facebook para incentivar e reaquecer a produção de conteúdos pessoais.

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Outra forma de incentivo é a sugestão de postagens a partir das fotos que você tem em seu celular - certamente você já notou que quando acessa o app do Facebook por ele há uma seleção de imagens da sua galeria e pode até ter publicado algo acidentalmente por conta disso.

A postagem feita por Zuckerberg de uma foto com sua filha recém-nascida na piscina, em janeiro deste ano, e de muitas outras fotos de sua família, também fazem parte dessa campanha para que voltemos a produzir e compartilhar conteúdo pessoal em nossos perfis. Além disso, houve a abertura da ferramenta "Live", originalmente lançada para marcas e empresas, para que usuários possam transmitir seus próprios vídeos ao vivo e a criação daqueles novos "botões" de reação para aumentar a interação pessoal entre os indivíduos. #Internet #Comportamento