Nesta segunda feira (18),  a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), publicou uma cautelar de 90 dias proibindo as empresas de banda larga a diminuírem a velocidade da #Internet ou cortar o acesso do mesmo. 

João Resende, presidente da Anatel, disse que a era da internet ilimitada está chegando ao fim e que as empresas prestadoras de serviço de banda larga devem manter seus usuários informados sobre a quantidade de consumo usado diariamente. 

Segundo João Resende, o usuário de internet deve ter noção de que não há consumo ilimitado sem custos, e esse tipo de serviço não se adequa a todos, senão não haveria rede para atender este tipo de serviço ilimitado. 

As empresas de banda larga adotaram este sistema de internet ilimitado de forma a atrair mais clientes, o que deixou os clientes mal educados em relação a este tipo de ideia.

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A culpa é das empresas, relatou João Resende, que criaram campanhas de internet ilimitada e infinita, isso não existe. 

Novas regras de consumo 

As empresas prestadoras de serviço de banda larga deverão se adequar às novas regras. Uma delas será criar ferramentas que fornecem ao usuário a quantidade de consumo diário, assim ficará claro para o cliente se está gastando conforme o pacote contratado e se sua franquia está acabando. 

Outra regra, as empresas deverão informar a seus clientes quando suas franquias estiverem terminando, assim ficará mais fácil ele se adequar para não ficar sem conexão de internet. 

Esta regra servirá para dar mais proteção aos clientes, que não terão sua conexão cortada de repente, sem avisar. "Isso é um absurdo", comentou o presidente da Anatel. 

João Resende relatou que as empresas que continuarem a adotarem este tipo de propaganda de internet ilimitada sofrerão no futuro e poderão não suportar a pressão dos consumidores. 

O secretário das telecomunicações, Max Martinhão, disse que estas regras vieram em boa hora, já que não estava tendo um controle sobre as empresas prestadoras deste tipo de serviço.

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Segundo Max, "as coisas estavam acontecendo muito desordenadas". 

O Sindicato Nacional das Empresas de Telefonias e de Serviços Móvel #Celular e Pessoal (Sinditelebrasil) não quis se pronunciar sobre o assunto.  #Negócios