O Freedom 251, aparelho vendido pela Ring Bells Private Limited, na Índia, vem chamando bastante atenção do mercado internacional. O motivo? Seu preço. O telefone está sendo comercializado por um valor que gira em torno de 15 reais, uma quantia irrisória tratando-se de qualquer produto tecnológico. E engana-se quem pensa que o smartphone, por conta de seu preço, é ruim.

O aparelho possui uma tela de 4 polegadas, câmera frontal de 3,2 megapixels e uma câmera principal (traseira) de 8 megapixels. O telefone também roda com sistema operacional Android em sua versão 5.1, possui 1,3 GHz de capacidade de processamento, além de uma robusta memória ram de 1GB.

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O armazenamento de dados interno é de 8 GB, mas o Freedom 251 possui slot para cartão de memória. Apesar de tantas notícias boas, algo negativo surge para o público brasileiro: é possível que o pequeno notável do Ring Bells Private Limited jamais chegue ao mercado do Brasil. 

A Anatel somente homologa eletrônicos cujos fabricantes possuem representantes no Brasil, algo que a Ring Bells Private Limited não tem. Além disso, para a agência, a apresentação de certificações de agências análogas de Estados Unidos e Europa não seriam o suficiente para que o Freedom 251 chegasse ao mercado brasileiro. Isso não impede que o interessado em possuir o aparelho possa comprá-lo de maneira independente, direto do mercado indiano, mas esse processo implicaria em outros problemas. 

Ao importar o telefone, o comprador brasileiro teria que pagar uma taxa de 60% do valor do aparelho, além, é claro, do frete. Ainda tem ICMS, com uma alíquota de ao menos 15% cobrada sobre o valor total da compra, mas contando também com o imposto de importação no cálculo.

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Vamos supor que o interessado pague estes impostos. Ao receber o aparelho, o mesmo não funcionaria, já que a Anatel não permite que celulares sem sua aprovação funcionem conectados às redes de serviços ofertas pelo mercado nacional. 

A justificativa para tantos entraves para a chegada do Freedom 251 ao Brasil é simples: proteger as empresas locais. Para muitos, a entrada de produtos de outros países geraria uma concorrência desleal, que poderia levar empresas nacionais, ou baseadas em território brasileiro, à falência.  #Android #Celular #Desenvolvimento Tecnológico