A Microsoft estava fora do jogo das grandes empresas da #Internet, que hoje são lugares ocupados pela Google, Apple e Facebook.

Embora dona do mais usado sistema operacional, o Windows, a Microsoft não dominava a internet. O Google tem esse controle através do Android, sistema operacional de smartphone e também pelo seu portal de busca; a Apple é dona do celular mais cobiçado, o Iphone; e o Facebook controla as mensagens em sua página e aplicativo WhatsApp.

A Microsoft já havia tentado outras aquisições, como o Skype, em 2011, um negócio de US$ 8,5 bilhões; a Nokia, em 2013, por US$ 7,183 bilhões, quando incorporaram o sistema Windows Phone na linha Lumia; a aQuantive, por US$ 6,4 bilhões, em 2007, numa tentativa frustrada de competir com o Google, o que ocasionou um grande prejuízo para a empresa; e a Mojang, criadora do game “Minecraft”, por US$ 2,5 bilhões, em 2014.

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Com a aquisição da rede social para contatos profissionais, a Microsoft investiu cerca de US$ 26,2 bilhões no dia 13 de junho de 2016 e pretende restaurar boa parte do boom de consumo na web através do crescimento das assinaturas individuais e empresariais, assim como com o aumento de publicidade.

Antes mesmo da abertura do pregão na bolsa em Wall Street, nesta segunda-feira (13), a compra já havia sido anunciada, fazendo com que os títulos da Linkedin subissem 63,3%, até US$ 194,30, enquanto os da Microsoft caíram 3,2%, para US$ 49,85.

A rede social LinkedIn, com sede na cidade californiana de Mountain View, tem mais de 430 milhões de membros. Para a Microsoft, a rede também servirá como uma vitrine para alavancar as vendas e divulgar seus produtos para empresas, como o pacote Office 365 e Dynamics, um sistema de gestão de empresas.

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Mesmo com um caixa de mais de US$ 100 bilhões, a Microsoft solicitou um empréstimo para pagar pela sua mais recente aquisição. Este empréstimo seria uma manobra para não pagar 35% de imposto para repatriar o dinheiro de contas no exterior e, posteriormente, deduziria pagamentos de juros, reduzindo assim seus futuros impostos nos #EUA. Sendo assim, a Microsoft irá economizar cerca de US$ 9 bilhões em impostos nos EUA neste ano e outros milhões nos próximos anos.