Parece óbvio que, ao pensarem no Pokémon Go, nem a Nintendo nem a Niantic tenham tido o objetivo de auxiliar pessoas com transtornos psiquiátricos. Ao que tudo indica, o objetivo das empresas era o de inovar no campo dos jogos eletrônicos, criando uma dinâmica de realidade aumentada que, embora já utilizada em games anteriores, jamais havia alcançado tanto êxito. Em resumo, no jogo você precisa capturar os monstrinhos que estão espalhados pelo mapa. Ideia simples, a princípio, não fosse o fato de que o mapa é a sua cidade e para capturar um monstrinho você precisa ir até a localização dele.

Detalhe: você precisa ir mesmo, fisicamente.

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Para dificultar um pouco as coisas, no início você não sabe onde estão exatamente as criaturas, o que te obriga a andar pela cidade. O monstrinho aparece na tela do seu #Celular apenas quando você se aproxima dele. Em suma, Pokemon Go não foi feito para se jogar sentado ou parado em casa.

Lançado a pouco mais de uma semana e apenas em alguns países, o jogo virou febre mundial. Onde ainda não foi lançado oficialmente (no Brasil, por exemplo) os jogadores estão conseguindo jogar por meios ilícitos. De um modo ou de outro, nos próximos meses é bem provável que o número de adolescentes e crianças (ou até mesmo adultos) nas ruas aumente significativamente. Mas o lado positivo do game vai além do fato das pessoas estarem saindo de suas casas; ele alcança também pessoas com graves problemas psiquiátricos.

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O psicólogo John Grolhol, especialista em saúde mental e fundador da Psych Central (a primeira clínica de atendimento psicológico online no mundo), aponta para grandes benefícios trazidos pelo jogo nesta primeira semana de lançamento. De acordo com ele, o jogo tem encorajado as pessoas a saírem de casa, andarem, falarem com outras pessoas e explorarem o mundo ao seu redor. Pessoas essas que, por apresentarem algum quadro psiquiátrico severo, estavam há meses e meses trancafiadas em casa, isoladas. O psicólogo ainda diz que muitas pessoas têm alcançado resultados melhores com o jogo do que com quaisquer remédios ou terapias prescritos por psiquiatras. Neste sentido, o jornal The Guardian afirma que para muitas pessoas o jogo vem sendo o primeiro incentivo real, em muito tempo, para se enfrentar o mundo.

Não obstante, em última instância, ninguém deve substituir um tratamento psiquiátrico ou psicológico por qualquer jogo, entretanto, vale a pena experimentá-lo como recurso alternativo no tratamento de distúrbios psiquiátricos. Ademais, até mesmo pessoas tímidas e de pouco convívio social podem usufruir dos benefícios trazidos pelo jogo. Agora é só aguardar o lançamento oficial no Brasil e experimentar. #Inovação #Android