Muitos pais acham ótimo o filho ficar em casa brincando, pois temem o que pode acontecer com eles na rua, tendo em vista a violência, a qual todas pessoas estão expostos. Os pais e responsáveis alegam que, antigamente, era normal brincar na rua, conversar até tarde na porta de casa, ir com frequência na casa de vizinhos, mas que hoje é impossível manter tais hábitos. Como resultado disso, as crianças de hoje vivem cercadas por aparelhos eletrônicos, como vídeo game, celulares, tabletes e computadores.

De acordo com estudos da Faculdade de Educação (FE) da Unicamp, situada em Campinas (SP), as crianças que usam muito os aparelhos eletrônicos, sem controle dos pais, e  deixam de brincar ou brincam menos, estão sujeitas a terem atraso no desenvolvimento.

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A pesquisa da Unicamp foi feita com meninas e meninos de 8 a 12 anos de idade e que passam entre quatro até seis horas por dia, em frente a telas de eletrônicos.

A pesquisa foi desenvolvida pela pedagoga Ana Lúcia Pinto de Camargo Meneghel, como parte do mestrado na linha de psicologia da educação. Ela concluiu que as crianças que fazem parte desse perfil de excesso de uso desses aparelhos, tendem a não participar de brincadeiras comuns e nem possuem uma rotina. A consequência seria um atraso no desenvolvimento cognitivo.

Os dados da pesquisa servem de alerta, pois das 21 crianças de uma escola particular da cidade de Campinas, que passaram pelo teste, apenas uma apresentou as habilidades que são esperadas para essa faixa etária.Apenas uma criança, com idade de 12 anos possuía as noções esperadas para a idade.

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A pedagoga que coordenou o estudo destaca que não é o uso somente dos eletrônicos o problema, mas sim a falta de brincadeiras, pois as brincadeiras aumentam a criatividade. As crianças precisam interagir com o "mundo real", brincar com parquinho, escola, quintal de casa, campo de futebol e se relacionar com outras crianças.

Diante dessa pesquisa, cabe aos pais refletirem como têm sido o uso dos meios eletrônicos pelos filhos. É fundamental os pais e responsáveis lembrarem que em excesso faz mal a saúde e desenvolvimento infantil. Uma medida importante não é cortar, mas sim limitar o tempo de uso dos mesmos. #Dicas #Medicina #Maternidade