A gigante sul-coreana Samsung até que tentou conter o estrago causado pelo #Galaxy Note 7, ao convocar, em setembro deste ano, um recall que atingiu 2,5 milhões de unidades do seu principal produto. O objetivo era resolver um problema na bateria que causava superaquecimento do phablet (dispositivo que reúne recurso de um smartphone a um tablet) e, em alguns casos, fazia com que o dispositivo pegasse fogo. Aparentemente, não conseguiu. Isso fez com que a multinacional anunciasse na noite desta segunda-feira (10) o fim da produção do Galaxy Note 7, incluindo a interrupção das vendas e trocas do aparelho.

O anúncio acontece uma semana depois de um destes smartphones ter explodido dentro de uma aeronave da Southwest Airlines, que preparava para fazer um voo entre Louisville e Baltimore, nos Estados Unidos.

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O evento, que aconteceu na manhã da última quarta-feira (5) causou pânico entre passageiros e tripulação e o avião teve de ser evacuado para os devidos procedimentos de segurança. Felizmente, neste caso, ninguém saiu ferido.

A decisão também se deu apenas um dia depois de a #Samsung ter iniciado seu recall na China, onde foram vendidos 191 mil aparelhos Galaxy Note 7 e há registros de explosões de pelo menos 20 deles. A Samsung chegou a irritar os consumidores do gigante asiático ao defender a posição de que os relatos ali eram falsos e que seus produtos não apresentaram falhas naquele mercado. No entanto, citando uma fonte chinesa, o tradicional jornal norte-americano The Wall Street Journal informou que a Samsung irá reembolsar os compradores do Galaxy Note 7 na íntegra ou substituí-lo por um modelo diferente, devolvendo a diferença de preço e oferecendo um bônus adicional de 300 yuan (cerca de US$ 45).

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Com sua trágica história, o Galaxy Note 7 deve representar um prejuízo de US$ 17 bilhões, segundo cálculos da Reuters, observando especificamente as 19 milhões de unidades que a Samsung esperava comercializar. Tem ainda as perdas incalculáveis com o arranhão na imagem da empresa, que é a líder global no mercado de smartphones, segundo a consultoria de pesquisa IDC. Apenas no segundo trimestre de 2016, a sul-coreana vendeu 77 milhões de aparelhos, o que representou um aumento de 5,5% a mais que igual período do ano anterior e um domínio de 22,4% do mercado. Já a Apple comercializou 40,4 milhões de unidades, 15% a menos, abocanhando 11,8% do setor. No entanto, o fracasso do Galaxy Note 7 deve representar a sua “morte” desta marca, que nasceu em 2011, quando a Samsung apresentou seu revolucionário produto top de linha, que pesava 18 gramas e media 9,65 milímetros de espessura. De lá para cá veio se atualizando e ganhando mercado, para, enfim, ser protagonista de um dos maiores fiascos da história da indústria de tecnologia. #Samsung Galaxy Note 7