A empresa de tecnologia Yahoo negou no fim da semana passada (primeira semana de outubro) que tenha feito espionagem nas mensagens eletrônicas de seus usuários. Segundo dados veiculados na imprensa, o Yahoo usou programas especiais para rastrear e verificar o conteúdo de mensagens.

“Interpretamos rigorosamente cada solicitação do governo para obter dados dos usuários, para reduzir ao mínimo o que divulgamos”, disse o Yahoo.

Segundo a Agência de Notícias Reuters, algumas fontes que trabalharam na empresa tecnológica, foi criado um software em 2015 com a estrita finalidade de fazer um “pente fino” em todas as mensagens eletrônicas armazenadas no servidor e auxiliar os trabalhos do FBI e da Agência de Segurança Nacional.

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O mais intrigante é que, na mesma semana, o jornal “The New York Times” revelou que o Yahoo buscava mensagens com apelo à pornografia infantil para cumprir uma determinação judicial. Os agentes judiciais também queriam que a empresa detectasse algum rastro de assinatura digital vinculada a uma organização terrorista.

De acordo com a matéria do jornal americano, os membros dessa facção terrorista utilizariam contas do Yahoo com uma assinatura digital “muito singular”.

E mais um capítulo dessa história intrigante, o Yahoo denunciou em 2014 terl sido pressionado pelo governo dos Estados Unidos a colaborar com investigações e fornecer dados dos usuários à Agência de Segurança Nacional (NSA), através do programa Prism – uma sigla para um programa de vigilância digital.

Essa sigla já apareceu outra vez quando o analista de dados Edward Snowden, hoje exilado na Rússia, citou que é através da Prism que se pactua a cooperação das empresas de tecnologia  com o governo no fornecimento de dados dos usuários.

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A postura da Yahoo ainda permanece controversa, pois, por um lado, comunicou que se não tivesse acatado o pedido de vigilância dos dados, pagaria uma multa de 250 mil dólares por dia. Por outro lado, quando do surgimento da história, a companhia disse que não confirmava as acusações de espionagem de mensagens eletrônicas. Mas que também não desmentia.

A Agência de Notícias AFP foi procurar os outros atores da história para clarificar a situação. Contactados, nem o FBI e nem a Agência de Segurança Nacional quiseram se pronunciar sobre o assunto. #Internet #Conectados #Mundo