É comum acessar páginas e grupos do #Facebook e ver notícias que são nitidamente falsas, estas que por sua vez, acabam sendo compartilhadas milhares de vezes e “enganam” muita gente que acredita no enunciado, sem ler o seu conteúdo ou pesquisar a respeito.

Durante a campanha eleitoral americana, inúmeras notícias falsas envolvendo Hillary Clinton, foram compartilhadas na rede social de Mark Zuckerberg. Após críticas de que o Facebook teria beneficiado Donald Trump, ao permitir o compartilhamento das notícias falsas, foi criada uma “força-tarefa” para investigar quais são os sites que proliferam notícias falsas e pagam para que elas sejam divulgadas ou ganham com publicidade sobre essas notícias.

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Como funcionará a medida

Na última segunda-feira, 14, o #Google anunciou que irá impedir que sites identificados como criadores de notícias falsas, obtenham receita com publicidade. Na terça-feira, 15, foi a vez do Facebook fazer o mesmo anúncio.

Além dos dois gigantes da internet diminuírem a visibilidade das notícias em seus respectivos produtos, também impedirão que sites que possuem notícias falsas gerem recursos com a exibição de publicidade. Quanto ao Google, esses sites também estarão impedidos de receber através do Adsense, caso o utilize.

Para isso, ambas as plataformas vão criar um algoritmo que identifique os sites e as publicações falsas para que elas sejam, automaticamente, bloqueadas ou tenham a visibilidade reduzida e consequentemente, não obtenham renda. O Facebook estuda algumas possibilidades de análise, incluindo a colaboração de jornalistas sérios e a opção de ‘denunciar notícia falsa’.

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Uma vez que o site seja identificado como proliferador de notícias falsas, ele já passa a ser bloqueado para o compartilhamento de notícias que venham a ser publicadas no futuro.

Nessa fase inicial, Google e Facebook trabalharão com a identificação dos sites, que são muitos. Há sites que pagam para divulgar notícias e que geram diversos endereços diferentes para uma mesma postagem, a fim de evitar que sejam identificados como spam.

Com a palavra: o criador do Facebook

O fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, não gostou das acusações de que a sua rede social teria ajudado Trump a vencer, por não ter filtrado as notícias falsas, e negou todas elas. No último fim de semana, Mark compartilhou um longo texto explicando como o Facebook está trabalhando para impedir que notícias falsas venham a ser compartilhadas na rede social.

Veja a publicação:

A medida será válida para todo o mundo e não só para os Estados Unidos, país que gerou a iniciativa. Não foi anunciado um prazo ou data para que a medida seja colocada em prática. #Redes Sociais