No dia de ontem, quinta-feira, 17 de novembro, o órgão regulador de comunicações da Rússia, Roskomnadzor, ordenou o #bloqueio do acesso da população à rede de profissionais #Linkedin devido à nova lei que obriga serviços de internet a armazenar dados de usuários em servidores russos.

A rede social tem sua sede em território estadunidense e possui mais de 467 milhões de usuários no mundo, destes, 6 milhões são russos e é a primeira a ser bloqueada por autoridades russas, introduzindo, assim, a forma como outras empresas devem agir, como por exemplo o Facebook e o Twitter, que já foram avisados para à adequação da nova lei, entretanto não foi imposta nenhuma sanção.

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Segundo Leonid Volkov, da organização Sociedade de Defesa da Internet, "Nunca tínhamos visto isto. Tal confrontação direta com os grandes grupos tecnológicos mundiais supõe uma nova página da história".

Maria Olson, a porta-voz da embaixada norte-americana em Moscou, disse que Washington pediu às autoridades da Rússia para restabelecer rapidamente o acesso ao site, pois esta decisão está afetando diretamente a concorrência e a população russa.

Além disso, Olson afirmou que os Estados Unidos estão profundamente preocupados com a decisão da Rússia de bloquear o acesso ao LinkedIn.

E nesta sexta-feira, 18 de novembro, governo russo deu início ao bloqueio do LinkedIn, segundo a agência de notícias Interfax. Os provedores de internet do país, MTS, Rostelcom e Vimpelcom já efetuaram o bloqueio e qualquer um que tentar acessar a rede social, aparecerá em sua tela a seguinte mensagem: “O acesso aos recursos está bloqueado”.

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Segundo o Governo russo, os novos princípios têm como objetivo garantir a proteção dos dados pessoais da população russa, a qual só pode ser realizado se as informações estiverem em servidores do país.

A empresa enviou mensagens aos seus usuários lastimou a decisão e está considerando diversas maneiras para a reversão do processo por meio de reuniões com os operadores do país, “Estamos considerando todas as formas possíveis para solucionar essa situação”, afirma o e-mail. #Russia