No final do mês de outubro de 2016, a Google divulgou para o mundo os resultados obtidos pelo projeto de pesquisa Google Brain, voltado para o desenvolvimento de inteligência artificial baseada em redes neurais, ou seja, sistemas de computação capazes de se comunicar através de neurônios artificiais.

No experimento desenvolvido pela Google, duas redes neurais, Alice e Bob, deveriam se comunicar sigilosamente, impedindo que uma terceira rede, Eva, tivesse acesso ao conteúdo da mensagem. Para tanto, a mensagem enviada por Alice deveria ser criptografada, de modo a evitar que qualquer um que interceptasse o seu conteúdo conseguisse decifrá-la, exceto Bob, que deveria desenvolver um mecanismo capaz de descriptografar o teor da mensagem.

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Dessa forma, analisando separadamente o desempenho de cada uma das redes neurais, a equipe responsável pelo projeto constatou que tanto Alice quanto Bob desenvolveram conjuntamente um algoritmo próprio para proteger o conteúdo das mensagens enviadas, muito embora não possuíssem qualquer conhecimento prévio acerca de métodos de criptografia. Ou seja, as redes “pensaram” para conseguir criar o algoritmo.

Assim demonstrado, o projeto Google Brain parece não oferecer maiores perigos, vez que o experimento realizado parece distante da vida cotidiana. Contudo, sequer é possível estabelecer o real estágio dos projetos baseados em inteligência artificial desenvolvidos pela empresa, sobretudo se for levado em consideração os pesados investimentos realizados pela Google neste setor específico, merecendo destaque a aquisição em 2014 da empresa britânica DeepMind, companhia especializada em inteligência artificial, cujo valor de venda atingiu a cifra de US$ 500.000.000,00.

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Mas não só a Google tem buscado o aprimoramento de sistemas baseados em inteligência artificial. Gigantes como a Apple, a Microsoft e o Facebook possuem seus próprios projetos. A empresa comandada por Mark Zuckerberg, por exemplo, já possui em fase de testes um programa baseado em redes neurais capaz de fazer a “leitura” de fotografias e descrevê-las para pessoas portadoras de cegueira, como, por exemplo, “duas mulheres sentadas no banco da praça tomando sorvete”.

Certa vez, ao ser entrevistado pela BBC, o renomado cientista inglês Stephen Hawking foi enfático ao declarar que o desenvolvimento da inteligência artificial pode colocar em risco a própria humanidade. Mais recentemente, ao proferir palestra na Universidade de Cambridge no último mês de outubro, Hawking novamente criticou o avanço cada vez mais rápido da #Tecnologia, enfatizando que muito embora a inteligência artificial venha com a promessa de erradicar doenças e a pobreza mundial, poderá também gerar reflexos negativos, sobretudo pela possibilidade de criar armas autônomas ou novas formas de opressão dos mais fracos. #inteligenciaartificial