A conhecida estrutura perovskita estudada a mais de um século, desde sua descoberta no mineral CaTiO3 por Gustav Rouse em 1839, tem esse nome batizado em homenagem ao mineralogista russo Count Lev Alexevich von Perovski. Assim se estabeleceu este nome a uma classe de materiais com fórmula química do tipo ABC3, na qual os íons do sítio B são coordenados (rodeados) por um octaedro de íons do sítio C. Atualmente, nasceu outra subclasse da família das perovskitas compostos com a fórmula química ABO3, no qual os cátions do sítio B são metais de transição e íons do sítio C oxigênios.

As tradicionais células solares de silício, que convertem #energia #solar em 20%, nos últimos 15 anos estão sem progressos.

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Pesquisadores da Unicamp, em 2009, descobriram os primeiros protótipos das células perovskitas, e pesquisadores da UNESP alcançaram eficiência de 15% no Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais. Foram premiados no XV Brasil MRS Meeting, pela Sociedade Brasileira de Pesquisa em Materiais (SBPMat) no final de setembro.

A pesquisadora Silvia Letícia Fernandes iniciou seus estudos em 2015, e inovou ao introduzir óxido de nióbio como parte da célula, melhorando seu desempenho, também o dispositivo ganhou estabilidade a melhor usar o nióbio brasileiro. Na sua tese de doutorado contemplou o Prêmio Bernhard Gross e o da American Chemical Society (ACS), segundo o CDMF. No início, a eficiência na conversão da energia era de 3,5 %, mas já alcançou 22 % num rápido avanço durante dois anos, mostrando situação muito vantajosa numa competição com as células de silício.

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As vantagens das células de perovskitas sobre as de silício começam já pela sua matéria-prima, quando apesar de o dióxido de silício ser abundante na areia das praias, para separar suas moléculas é necessário quantidade enorme de energia, pois o dióxido de silício se funde somente em temperaturas acima de 1500° C, e isso elimina mais dióxido de carbono. Além disso, isso multiplica o custo de sua produção. Somado a isso, as antigas são pesadas e rígidas, problema que contribui nos seus altos custos

Elas são mais flexíveis e com potencial a serem mais baratas de filmes finos, bidimensionais, como folhas de grafeno. Em sete anos, sua eficiência aumentou cinco vezes, duplicado apenas nos últimos dois anos. Mas ainda existem desafios a chegarem às casas. As células de perovskitas são susceptíveis à água, ar e à luz. Também deve ser estudada uma forma de industrialização em grande escala, porém, o rápido desenvolvimento desta tecnologia, baixos custos de produção ambientalmente amigável multiplica as vantagens na concorrência. #inova