A Oi é a maior operadora de telefonia fixa do país, e ocupa a quarta posição de maior telefonia móvel, porém ela está enfrentando uma grave crise. Em junho, a empresa fez o maior pedido judicial do país, pois possui uma dívida de 65,4 milhões com seus credores. Em 5 de setembro, ela apresentou um plano de recuperação para a Justiça do Rio de Janeiro.

A proposta inicial foi rejeitada pelos credores da Oi, alegando que ela beneficiava os sócios majoritários. Posteriormente, um grupo formado com quem a empresa possui dívida e representado pela Moelis & Co. analisou a situação e propôs uma nova ideia: Naguib Sawiris.

Naguib é um bilionário egípcio que juntamente com esse grupo, tomará o controle da empresa, em que 24,82 bilhões da dívida serão trocados por 95% do patrimônio da #Oi.

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O restante da dívida será trocada por 5,8 bilhões em títulos novos. Sawiris se comprometerá a subscrever 250 milhões em ações, e o restante do grupo em 750 milhões.

A dívida da empresa com a Anatel será parcelada, o valor total está na casa dos vinte bilhões de reais.

Esse novo plano de investimento promete investimentos para os próximos cinco anos, e o empresário declarou estar satisfeito com ele, e está bem confiante de que a empresa volte a competir no mercado brasileiro de telecomunicações. A proposta também possui apoio dos bancos de formento, como o China Development Bank, que possuem 1,6 bilhão em títulos de dívida e já aderiram ao grupo Moelis

Naguib Sawiris é considerado o segundo homem mais rico do Egito, com uma riqueza estimada em 3,1 bilhões de dólares, além de dono da décima maior fortuna do continente africano.

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O bilionário também possui um canal de TV, chamado de ONTV e sócio majoritário da Euroneus.

Contudo, o plano ainda não foi aprovado pela Justiça e nem pelos outros credores. É preciso mostrar de que essa é a melhor saída para a empresa nesse momento de crise interna e nacional. Caso não consigam um acordo, o governo terá que intervir ativamente no problema

A empresa Cerberus também procurou a empresa Oi, mas, por enquanto, foi somente para estudar oportunidades na tele e um acordo de troca de informações foi fechado. #Crise no Brasil #Tecnologia