Hackers, como são conhecidos os criminosos da #Internet, cometeram a maior e mais rentável operação fraudulenta a atingir a publicidade digital até a data, segundo a empresa norte-americana especializada em segurança digital White Ops. Ela descobriu o crime em outubro, mas divulgou nessa terça-feira (20). Os hackers usaram um esquema jamais visto antes para lucrar com as visualizações de anúncios.

Os criminosos cibernéticos criaram 250 mil sites falsos que ninguém visitava. Desenvolveram um software, chamado de #Methbot, que simula ser um visitante navegando pelos sites vendo os anúncios. Também adquiriram 500 mil endereços IP de dois dos maiores registradores do mundo.

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Os endereços foram configurados para parecerem estar localizados em diversos lugares dentro dos Estados Unidos. Cada "visitante falso" usava um desses endereços IP. Os sites estavam hospedados em mais de 800 servidores localizados nos Estados Unidos e na Holanda.

Os hackers burlaram os detectores de fraude porque os "visitantes" foram programados para agir durante o dia usando o navegador Google Chrome instalado num Macbook.

O Methbot é um avanço muito sofisticado se comparado com o esquema utilizado até pouco tempo atrás para gerar clicks falsos mediante vírus inoculados nos anúncios.

O mercado da propaganda digital tem agora 300 milhões de clicks falsos em suas estatísticas de visualização de anúncios. Empresas como Google e Facebook precisam esclarecer seus anunciantes sobre o fato.

A White Ops afirma que conseguiu rastrear os criadores do esquema fraudulento.

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De acordo com a empresa, os criminosos são russos, mas não informa mais detalhes.

Outra técnica usada pelos criminosos cibernéticos para lucrar com a visualização de anúncios é a criação de sites de notícias falsas recheados de propaganda.

Controvérsia Inflamada

A descoberta desta operação criminosa e a origem de seus autores inflama ainda mais a controvérsia dos ataques cibernéticos provenientes da Russia contra os Estados Unidos, como o da invasão e roubo de informações do servidor de dados da campanha da Hillary Clinton à presidência dos Estados Unidos. #Tecnologia