Todas as vezes que um novo aplicativo aparece e faz muito sucesso é normal que os especialistas de #Tecnologia queiram dar uma olhada mais de perto nele. Ano passado, por exemplo, o boom de Pokémon Go fez muita gente se questionar se deveria instalar o jogo ou não. O app pedia tantas liberações e permissões (incluindo localização e câmera), que acabou sendo taxado de "muito perigoso" por muita gente.

Na última semana, mais um aplicativo asiático está no centro das atenções pelo mesmo motivo, o #meitu. A ideia é simples e fofa: parecido com o Instagram e o B-612, ele oferece diversos filtros para transformar selfies nas mais variadas opções, apagando imperfeições do rosto e melhorando a aparência da pessoa.

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Uma das sessões do app, a handwritten, traz modelos prontos com filtros que deixam a foto da pessoa idêntica a um anime. Há ainda outras opções como “Mermaid” (sereia) e “Happy New Year” (em comemoração ao ano novo chinês).

O Meitu é sucesso estrondoso já teve mais de 10 milhões de downloads no Google Play e também está entre os mais baixados no iOS. No Twitter, diversos usuários estão se divertindo ao divulgar imagens de famosos transformadas em desenhos fofinhos.

Um grande portal brasileiro fez, inclusive, uma lista com as melhores montagens. No entanto, algumas pessoas responderam coisas como “Parem de dar moral a esse aplicativo perigoso!”.

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Mas afinal, qual o problema do Meitu? Segundo informações do site Olhar Digital, o aplicativo monitora a localização do usuário, checa regularmente se o celular possui jailbreak, descobre a operadora do usuário e reúne dados que são diretamente enviados à Meitu.

A principal suspeita é que, assim como outros #Aplicativos, os dados e preferências do usuário estejam sendo coletados para fins de marketing: os anúncios personalizados teriam muito mais chance de obter cliques de quem usa a ferramenta.

A Meitu não nega que esteja coletando dados dos usuários mas não afirma que esteja fazendo isso para revendê-los aos anunciantes. Na verdade, segundo eles, essas permissões são necessárias porque não há Google Play ou App Store na China. Por isso, eles teriam que usar soluções alternativas.

O sucesso do app continua de vento em popa, e cresceu muito nos últimos dias. Cabe ao usuário apenas decidir se vale a pena compartilhar tantas informações suas em troca dos efeitos divertidos do aplicativo.