Enquanto você lê este artigo vários objetos podem estar passando sobre sua cabeça. E não estamos falando de aviões ou pássaros, mas de satélites artificiais. Eles tem funções bem definidas e utilidades distintas. Grande parte é responsável por permitir a comunicação a grandes distâncias como os satélites de comunicação; outros fazem parte de uma rede como os que gerenciam o sistema de GPS. Em comum, esses aparelhos tem várias coisas: são equipados com alta tecnologia, circundam o planeta Terra a altitudes elevadas e tem um tempo de vida limitado.

Isso significa que os satélites podem deixar de funcionar ou ser desativados depois de um certo período.

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Quando isso acontece e eles não tem mais utilidade, já não são mais chamados de #satélite e podem ser considerados lixo espacial. Quando isso acontece não há o que fazer senão deixá-los vagando na órbita da Terra sem nenhum controle. Atualmente há milhões de toneladas de lixo espacial vagando ao redor do planeta.

O problema é que eles não ficarão aí para sempre. Com o passar do tempo, os restos desses satélites podem acabar perdendo altitude e, eventualmente, cair na Terra. Esse processo pode levar anos, mas é praticamente inevitável. Quando isso acontece há duas possibilidades: ou ele cai no solo ou queima ao entrar em ontato com a atmosfera e se desmancha em parte ou por completo.

E é exatamente isso o que pode acontecer com o satélite Ariane 5 Deb (Sylda). Lançado em agosto de 2011, o objeto encontra-se em vias de cair na Terra.

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Segundo informações do grupo de pesquisas Aerospace, o satélite pode realizar a reentrada na atmosfera terrestre na noite de sábado, 7 de janeiro, ou na madrugada de segunda, dia 9.

O local mais provável para que isso aconteça é sobre a Indonésia. Mas dada a margem de erro existe a possibilidade disso acontecer próximo à região Norte ou Nordeste do Brasil.

Se isso acontecer, no entanto, a população não deve se preocupar. A chance de alguma parte sólida do satélite atingir o chão é mínima. O mais provável é que a reentrada do Ariane 5 na atmosfera gere um espetáculo para os amantes da #Astronomia. A alta velocidade e o atrito com ar farão o satélite incendiar, gerando uma #bola de fogo nos céus.

Mesmo que o satélite não seja destruído completamente pelo calor, e ainda assim restar alguma parte sólida, é provável que ela caia em algum lugar no mar. Não há perigo para a população.

Para quem quiser monitorar a localização do satélite nos céus há vários serviços que permitem fazer isso. Um deles é o Heavens Above. Além do site, o serviço tem aplicativos para as plataformas móveis que permitem monitorar a posição de diversos tipos de satélites e da Estação Espacial Internacional.