No último sábado, dia 11, diretamente de Los Angeles, antes de iniciada a entrega de premiações do Grammy, profissionais de marketing e executivos de importantes marcas da internet, como Google e Spotify, sentiram-se impressionados ou ameaçados.

Isso porque a maior rede social do mundo, o queridinho #Facebook, com sede em Menlo Park, Califórnia, EUA, com quase 2 bilhões de usuários ativos, deseja entrar para um novo ramo de mercado: o licenciamento de músicas, o que estaria diretamente ligado ao interesse do Facebook por vídeos. Isso conforme entrevistas a gravadoras e associações comerciais. Uma ameaça e tanto para muitas companhias da internet.

Depois do interesse crescente dos internautas por vídeos, o Facebook há algum tempo vem apostando nos vídeos, como as transmissões ao vivo hoje oferecidas, e vem tentando celebrar um acordo que incluam vídeos gerados pelos usuários com músicas. Será que dessa vez o Facebook desbanca o #youtube?

Vem mudanças e novidades por aí

Embora sejam concorrentes do Facebook, o Snapchat e o Twitter, seu principal concorrente hoje é o Google, o qual detém o YouTube, que oferta vídeos populares e, por sinal, considerado o mais popular do mundo quando o assunto é acesso e compartilhamento de vídeos.

E, quais seriam os reflexos para a indústria da música e outros?

A indústria da música, ao conceder licença de músicas ao Facebook, vê parte de seu faturamento com serviços de música online ficando vulnerável ou não, pois o Facebook iria incrementar novas vendas para essa indústria.

Outro reflexo seria para a indústria da música, que vem obtendo faturamento com os serviços pagos oferecidos pelo Spotify. E ainda, tudo indica que o Facebook e seus rivais querem abocanhar parte do mercado publicitário focado em televisão que movimenta cerca de US$ 70 bilhões por ano.

O acordo buscado pelo Facebook ainda demora alguns meses para acabar, pois no processo de decisão envolve como não violar direito autorais dos vídeos dos usuários. Os executivos envolvidos na negociação estão entusiasmados, pois recentemente o Facebook contratou uma importante profissional da indústria discográfica, Tamara Hrivnak, que conhece um pouco das estratégias do YouTube.

Sendo celebrado o acordo com o Facebook, redes sociais como o Snapchat poderão querer acompanhar o modelo, movimentando ainda mais o mercado, para não ficar fora da nova tendência. Enquanto isso, com base na imensa base de usuários e conexões, pode-se afirmar que o Facebook vem dando um salto quanto ao formato de vídeos, pois eles têm mais chances de serem vistos ou de chegar a mais pessoas do que fotos, textos ou até mesmo links.

Por fim, o Facebook acalmou os ânimos da indústria musical ao afirmar que irá monitorar a pirataria e compartilhar as receitas advindas da publicidade. #Videos