Apesar de terem perdido o embate contra a Disney a respeito do personagem supostamente homossexual no filme A Bela e a Fera, os conservadores têm sim motivos para comemorar. Na última quinta-feira, 16, o #YouTube tomou uma decisão polêmica que enfureceu os ativistas dos direitos humanos. O portal decidiu censurar os vídeos que tratam de temáticas LGBT. A censura atinge apenas aqueles usuários que utilizam o portal em "modo restrito". De acordo com o YouTube, o modo restrito é utilizado por alguns usuários para "filtrar conteúdo potencialmente censurável que você não quer ver ou não quer que outras pessoas da sua família vejam enquanto usam o YouTube.

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Usamos sinalização de comunidade, restrição de idade e outros sinais para identificar e filtrar conteúdo potencialmente inadequado".

O conteúdo que o YouTube considera potencialmente inadequado vai além de cenas de sexo gay ou nudez (esses conteúdos são excluídos do portal independentemente de serem gays ou héteros) . Imagens de beijos entre dois (ou mais) homens, ou duas (ou mais) mulheres também são censurados, decisão que deve estar sendo muito comemorada por lideranças evangélicas como Silas Malafaia e Marcos Feliciano, ou pelo defensor da ditadura, o "mito" Bolsonaro. Mas a censura a alguns conteúdos tem surpreendido até mesmo os mais conservadores. "Divas" gays, como Lady Gaga, Katy Perry e Rihanna, também estão tendo os acessos aos seus canais restringidos.

Os conteúdos censurados podem ser assistidos apenas por quem não utiliza o modo restrito.

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Ativistas de direitos humanos dizem que a decisão é prejudicial sobretudo aos adolescentes gays, que podem ser impedidos pelos pais de acessarem conteúdos educativos e que trabalhem suas auto-estimas, muito comuns no portal de vídeos. Procurado, o YouTube confirmou a existência de "restrições no acesso", e deu a entender que não reverterá a decisão.

Ajude quem precisa

Caso você ou alguém que você conheça esteja sendo impedido de assistir a conteúdo LGBT no YouTube por conta da nova política da empresa, veja como se livrar do problema:

1 - Acesse a página do YouTube

2 - Role a barra lateral até o final da página

3 - Encontre no rodapé o menu "modo restrito" e desative-o. Para fazer isso, você precisa estar logado no portal. #LGBT