De salto em salto, a humanidade tem conseguido grandes façanhas; embora essa frase lembre o que o astronauta Neil Armstrong disse ao pisar na Lua em 1969, estende-se sua aplicação em maio de 2017: é que se registrou o alcance do primeiro salto de paraquedas do mundo, utilizando-se de um drone.

Essa invenção que povoa os ares e o céu ao redor do mundo para espionar e até fazer entrega de comida em domicílios, abre um novo horizonte nos ramos do esporte e do socorro a pessoas em situação de perigo.

Geralmente encarados como máquinas pequenas e de curta autonomia, dessa vez, um fabricante da Letônia – especializado na construção de drones - apostou numa versão mais robusta e complexa para executar o salto de paraquedas.

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Com o auxílio de uma torre previamente montada, o drone içou o esportista letão Ingus Augstkalns a uma altura aproximada de 330 metros. Depois, as coisas ficaram por conta de Ingus, que colaborou registrando o feito bem-sucedido. Ele descreveu que a experiência foi divertida, mas revelou que, no início, sentiu um pouco de medo na subida.

O teste foi realizado em uma área desértica do centro da Letônia (país situado no Leste Europeu), sob a supervisão do presidente da empresa, cujo foco é construir drones para transporte de cargas pesadas. Para comprovar o que estava sendo feito, a Agência France Presse (AFP) foi chamada para cobrir as imagens e a condução da operação.

Projeto da mesma empresa, o “superdrone” tem uma superfície de 3,2 metros quadrados, pesa 70 quilos e funciona com 16 motores.

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Se você achou pesado, essas dimensões permitem que ele carregue uma carga de até 200 quilos. Sua autonomia de voo é estimada em 10 minutos. O custo total para fabricá-lo ficou em 35.000 euros e levou dois anos para ser concretizado.

A tendência para se construir drones maiores já ocorre desde 2016, uma vez que a empresa chinesa Ehang apresentou o primeiro modelo do gênero capaz de transportar passageiros ou pessoas.

Entusiasmado com o êxito, o presidente da companhia da Letônia pensa em aumentar a utilização da “engenhoca” em outros níveis de atuação como o salvamento de pessoas durante um incêndio e em outros procedimentos de resgate. Também a vislumbra na prática de #Esportes, como o próprio paraquedismo e o skydive. E ele vai adiante, frisando que os saltos poderão ser feitos de qualquer lugar – montanha, campo ou área urbana.

Definitivamente, vemos uma nova edição de um pequeno passo para um astronauta, mas um grande salto para a humanidade. #Ciência #Inovação