Bastou uma pequena instabilidade no serviço e uma ou duas horas fora do ar, na quarta-feira (3), para que uma nova onda de #boatos sobre o #WhatsApp começasse a circular nas redes sociais e fosse compartilhadas por pessoas com alarmismo e senso de justiça de sobra e conhecimento em falta.

Pelo menos três correntes vêm sendo bastante compartilhadas até esta sexta-feira (5), dois dias depois de o aplicativo apresentar problemas. Uma delas é uma mensagem atribuída a Laurindo Miotinezze Júnior. Com vários erros de português e concordância, a mensagem diz que o aplicativo de troca de mensagens será encerrado no dia 5 de maio “por conta de muito (sic) processo na Justiça”.

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Na mesma frase o autor se refere ao #Facebook, que todos conhecem como um site de rede social.

Os absurdos não pararam por aí. O tal Laurindo diz ainda que milhões de pessoas já ficaram sem o aplicativo na última quarta-feira “devido a crescente queda do aplicativo Facebook e várias demandas na Justiça”, mas sem mencionar qual seria essa queda. Ele encerra dizendo que “chega ao fim uma franquia milhonaria (sic), chamada whatsap (sic) menseger”.

Vai ser pago

Outras duas mensagens estão sendo constantemente propagadas através do próprio WhatsApp. Uma delas começa com uma pessoa se identificando como Jélysson (em outras o nome do sujeito é Paulo Gama), afirmando que existem apenas 530 contas disponíveis para novos celulares.

Ele pede para que cada pessoa copie e envie a mensagem para cada contato de sua lista “a fim de confirmar os nossos usuários ativos que usam WhatsApp”.

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O suposto diretor diz ainda que caso isso não seja feito, a pessoa perderá todos os seus contatos. A mensagem diz ainda que o serviço se tornará pago “a partir de amanhã”, a não ser que o dono da conta se torne um usuário ativo.

Já outra corrente, atribuída a Jim Balsamic, CEO da empresa, diz que “amanhã, às 6 horas eles estão (sic) terminando WhatsApp”, que para abri-lo a pessoa terá que pagar e que isso é por força de lei. O texto segue dizendo que a direção da empresa exige que os usuários ativos repassem a mensagem para cada um de seus contatos, pois, se isso não for feito, o serviço passará a ser cobrado (sem mencionar valores), ou a conta será excluída.

Pelo visto, nem mesmo o CEO do aplicativo sabe ao certo qual será a “punição” para quem não fizer o que pede. Apesar de todos os absurdos, muitas pessoas de fato compartilham a mensagem e ainda insistem que isso é verdade.

No entanto, a própria assessoria de imprensa do WhatsApp negou qualquer uma dessa informações e disse que tudo isso não passa de boato.