Depois de 30 anos de operação, o LNLS (Laboratório Nacional de Luz Síncrotron) será desativado para a substituição da UVX, isto é, sua fonte de luz síncrotron de segunda geração. A data para o desligamento está prevista para o período entre o segundo semestre de 2018 e o primeiro de 2019.

O LNLS está construindo o Sirius neste momento, uma nova fonte de luz síncrotron de quarta geração, planejada para ser uma das mais avançadas do mundo. A nova infraestrutura, maior e mais complexa, vai continuar no mesmo campus da CNPEM (Centro Nacional de Pesquisa em #energia e Materiais).

Com o intuito de levar o Brasil rumo a liderança mundial na produção deste tipo de energia, a versatilidade desta nova fonte irá viabilizar estudos em áreas estratégicas de pesquisa.

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São esperados avanços no meio ambiente e agricultura, pela análise do solo e o desenvolvimento de fertilizantes mais eficientes e baratos, energia e materiais com inéditas tecnologias de exploração de petróleo e gás natural e também no ramo farmacêutico, através da identificação da estrutura de proteínas e unidades intracelulares complexas.

Síncrotron é um tipo de radiação eletromagnética de alto fluxo e brilho intenso, estendendo-se por uma ampla faixa do espectro eletromagnético, percorrendo pela região do ultravioleta até os raios X. Ela é produzida quando quando partículas carregadas ou aceleradas a velocidades próximas à velocidade da luz, são desviadas de sua trajetória original por campos magnéticos aplicados.

Atualmente, responsável pela única luz fonte de luz síncrotron da América Latina, as instalações do LNLS beneficia cerca de 1200 pesquisadores brasileiros e estrangeiros, com cerca de mais de 400 estudos envolvidos, produzindo aproximadamente 200 artigos publicados em periódicos científicos.

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De portas abertas, o prédio recebe pesquisadores acadêmicos e industriais de diversos países. Ainda que os interessados não possuam conhecimento prévio a respeito da atuação das fontes de luz síncrotron, existe uma equipe preparada para atender e repassar todo o conhecimento técnico necessário.

Histórico

A construção de uma grande máquina para dedicação à ciência em grande escala no #Brasil tem origem na década de 50, quando o récem-criado Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico (CNPq) tentou desenvolver um sincrocíclotron, um tipo de acelerador de partículas circular no Rio de Janeiro.

Passando por muitos obstáculos, a ideia de iniciar um projeto deste porte ocorreu somente em 1987, com a criação da primeira grande infraestrutura científica brasileira, planejada para funcionar em um laboratório multiusuário e aberto à comunidade científica: o LNLS de hoje.