Seria difícil acreditar em um aparelho que realizasse centenas de milhares de cálculos mais rápido que PCs e notebooks comuns? É o que o #Computador quântico (ou CQ), um modelo de máquina microscópica planejado por cientistas, chega a fazer.

Composto de partículas subatômicas tratadas em laboratório, tais como prótons, nêutrons, elétrons, o projeto combina computação e as teorias da mecânica quântica, dando origem a um termo que assusta no começo: computação quântica.

Apesar de alguns modelos estarem disponíveis no mercado pelas empresas IBM e D-Wave (mesmo pela bagatela de alguns milhões de dólares), ainda não se sabe com precisão qual o real impacto que tudo isso vai causar, a proposta promete mudanças pelo fato de se trabalhar com a matéria a nível microscópico.

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Mas o que seria computação quântica?

De uma maneira geral e simplificada, a computação quântica é a aplicação das propriedades da física quântica em computadores. Para entender estas propriedades, primeiramente é preciso saber que no mundo subatômico, a luz é dividida em fótons, isto é, em “pacotes” ou “caixas” e dessa forma, pode ser quantizada e identificada em níveis ou estados discretos de energia.

A partir daí, há a teoria da sobreposição, que diz que a nível atômico, partículas podem existir em todos os estados de energia teoricamente possíveis, simultaneamente. É como algo estar em dois lugares diferentes ao mesmo tempo.

Mais maluco que isso é assimilar a ideia de um computador de tamanho subatômico, isto é, pequeno o suficiente para que todas estas leis passem a valer. Apesar de invisível a olho nu, a velocidade de processamento das informações, beira a velocidade da luz, promovendo um paralelismo nas operações.

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E o funcionamento?

Para que o CQ comece a funcionar, seus componentes e elementos precisam estar adaptados a um padrão quântico. Sendo assim, a linguagem dos PCs atuais, o bit (menor unidade de medida empregada na transmissão de dados até então) precisaria ser substituído por algo similarmente menor. Eis que surge o qubit, a versão quântica.

A diferença entre o bit e o qubit está na capacidade de armazenamento de cada um. Lembrando da superposição, enquanto que o bit só pode assumir os valores 1 ou 0, o qubit pode conter ambos ao mesmo tempo.

Consequências

No entanto, como não dá para prever quais seriam os efeitos de tudo isso. Tanta velocidade acabaria por ameaçar os princípios e técnicas de ciframento (ou de codificação), ou seja, a criptografia.

Atualmente, dependendo do nível dos algoritmos usados para criptografar dados, levaria milhares de anos para serem decifrados por computadores comuns. Já no caso do CQ, alguns dias seriam mais do que suficiente para decodificar e revelar as informações. A solução seria criar uma criptografia, também quântica e assim, inquebrável. #futuro