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Fale a verdade: você consegue ler este texto no celular até o fim sem abrir algum outro aplicativo? Ou então consegue ficar alguns minutos na frente do computador sem dar aquela "sondadinha" na barra de notificações do celular para ver se chegou uma bendita mensagem no Whatsapp ou Twitter? Claro que dá muita vontade em pensar de cair na tentação e ver se alguém falou mesmo com você. Mas parar de olhar as notificações de 2 em 2 minutos é mais fácil que parar de fumar cigarro. Tudo que você precisa é de um dia completamente isolado, em abstinência, no qual se lembrará dos dias em que o smartphone não era um objeto tão necessário assim pra você (é claro que com as inovações, alguns aplicativos são realmente muito úteis na hora de trabalhar) quando seu cérebro era capaz de se concentrar em uma tarefa ou atividade por mais de 10 minutos e executá-la com perfeição sem se preocupar com o correio-eletronico apitando no seu bolso.

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Martin Pielot, pesquisador em uma empresa de telecomunicações espanhola Teléfonica (no Brasil, aqui é grafada com "ô"), e Luz Rello, da Universidade Carnegie Mellon, nos Estados Unidos, testaram se um breve período de tempo com apitos e vibrações do celulares desativados poderiam fazer a diferença na vida de heavy users. E põe breve nisso: a proposta original no "Desafio Não Perturbe"como intitulado era uma semana de abstinência - reduzida para um dia após os olhares "famintos, vazios e horrorizados" dos 30 voluntários que ameaçaram desistir.

O dia fatídico ocorreu em 2015. As cobaias, com medo de quê interlocutores incovenientes (como chefe, esposa e filhos) cobrar sem respostas mais frequentes ,ficaram mais ansiosas durante o período. Por outro lado,, se distraíram menos e foram mais produtivas enquanto longe.

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Até aqui, nada de tão surpreendente.

A notícia boa só veio agora em 2017, dois anos depois do detox digital:

50% dos usuários gostaram tanto de ficar sem as notificações que mantém seus celulares de modo silencioso até hoje.

66% deles haviam prometido fazer isso na época do experimento, ou seja: a taxa de sucesso foi bem alta para uma mudança de hábito que seria supostamente tão difícil.

O artigo científico com os resultados está disponível para o acesso público.

É claro que impedir o celular de avisar as atualizações é diferente de impedir a própria pessoa de abrir o Facebook de dois em dois minutos para ver se há algo novo por lá.

Contra seus próprios impulsos, o ideal é usar Barreiras discretas e que possa estar dificultando um pouco o acesso do aparelho.

" As pessoas olham as redes sociais do tempo todo, sem pensar, só porque elas estão lá no telefone", afirmou à New Scientist Anna Cox, da Universidade de Londres. " Qualquer coisa que torne o acesso só um pouquinho mais difícil pode evitar esse hábito ruim."

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