Uma equipe de pesquisadores da Wits University, na África do Sul, anunciou ter conseguido conectar um cérebro humano à internet. De acordo com um artigo publicado na Medical Express, o sistema chamado de “Brainternet” transforma o cérebro numa espécie de dispositivo de Internet das Coisas (objetos do nosso dia a dia que estão conectados à internet).

O projeto, um importante progresso nas pesquisas da engenharia biomédica, funciona a partir de sinais de um aparelho de eletroencefalograma digital conectado à cabeça de uma pessoa. Essas ondas cerebrais são então enviadas para um computador que transmite essas informações para uma interface de programação e exibe os dados, em tempo real, em um site na internet.

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Segundo Adam Pantanowitz, supervisor do projeto, em entrevista para o Medical Express, o Brainternet pode abrir o caminho para o desenvolvimento de interfaces interativas entre o cérebro e o computador. Esses dados podem ajudar a compreender melhor como o cérebro funciona, processa e armazena o conhecimento adquirido.

Utilidade prática

A pesquisa é inicial e ainda não tem uma utilidade prática. Embora não pareça, a pesquisa é um avanço que prepara o caminho para tecnologias futuras, como a inteligência artificial avançada e sistemas de aprendizagem.

Nesse momento, a equipe de pesquisadores está empenhada em tornar a experiência mais interativa entre o cérebro e o computador. A ideia é que seria possível haver trocas de informações entre o cérebro e o computador, e vice-versa. Dessa forma, um sistema de estimulação cerebral poderia fazer uma pessoa aprender instantaneamente qualquer coisa.

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Assim como no filme “Matrix”, no futuro, um computador poderia se conectar ao cérebro e ensinar instantaneamente qualquer pessoa a dirigir uma moto ou lutar kung-fu.

O sistema também poderia ser utilizado para controlar computadores e outros dispositivos com a mente. As pesquisas com esse tipo de interface já existem desde os anos 70. Um dos maiores desafios para os cientistas sempre foi criar sistemas com a menor interferência possível, sem conectar receptores diretos na massa cinzenta de um cérebro, o que exigiria uma cirurgia. O Brainternet seria uma opção menos invasiva para essa interação.

Além disso, as informações desse projeto podem levar a entender melhor como nossos cérebros funcionam e como podemos utilizar esse conhecimento para aumentar nossas habilidades e capacidades cognitivas. #Ciência #curioso